El Niño ganhará força rapidamente, aumentando chances de eventos extremos

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El Niño ganhará força rapidamente, aumentando chances de eventos extremos

O El Niño já está em vigor, mas ainda não com força suficiente para influenciar o clima no planeta – a gravidade da recente onda de calor que matou milhares na Europa foi associada por especialistas exclusivamente às mudanças climáticas. Mas uma nova análise da Organização Meteorológica Mundial (OMM) mostra que o fenômeno caminha a passos largos para se tornar forte nos próximos meses. O que promete ampliar ainda mais a ocorrência e a força de eventos extremos, já turbinados pela crise do clima.

A atualização mensal global sazonal do clima da OMM aponta para “um rápido desenvolvimento para um forte El Niño no período de julho a setembro“. A agência meteorológica da ONU classifica o fenômeno como fraco, moderado, forte ou muito forte. O que significa que está previsto que o El Niño deste ano atinja pelo menos o terceiro nível mais alto em quatro, explica a AFP. – ao menos por enquanto.

As projeções dos principais centros meteorológicos do mundo indicam um aquecimento expressivo das águas do Pacífico equatorial, especialmente nas porções central e leste do oceano, onde o El Niño se origina. Em algumas áreas usadas para monitorar o fenômeno, a temperatura da superfície do mar pode ficar mais de 2°C acima da média.

Segundo a OMM, os modelos apresentam resultados semelhantes, aumentando a confiança de que o episódio será classificado como forte, destaca o g1. E a tendência é que o El Niño continue se intensificando ao longo deste semestre e atinja o pico entre novembro e fevereiro de 2027.

Diante desse cenário, a agência da ONU está alertando governos e organizações humanitárias para que se preparem para eventos climáticos extremos, o que inclui ondas de calor, secas e chuvas intensas, informa a Al Jazeera. “Previsões sazonais antecipadas e alertas precoces são vitais para salvar vidas e atenuar o impacto em nossas economias e comunidades”, destacou a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo.

Desde 2006, uma sequência de episódios de El Niño vem mudando cada vez mais o clima do planeta, que já está mais quente por causa das emissões de gases de efeito estufa, causadas principalmente pela queima de combustíveis fósseis. Mesmo quando considerados fracos ou moderados, esses fenômenos acontecem em um planeta aquecido, ampliando a frequência e a intensidade de eventos extremos.

Folha, Terra, Estado de Minas, UOL e Reuters também repercutiram a atualização da OMM sobre o El Niño.