Após devastar a Jamaica, furacão Melissa avança para Cuba e Bahamas

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Após devastar a Jamaica, furacão Melissa avança para Cuba e Bahamas

O furacão Melissa, um dos mais poderosos já registrados na bacia do Atlântico, continua ameaçando o Caribe. Após atingir a Jamaica como uma tempestade de categoria 5 na escala Saffir-Simpson, com ventos que chegaram a 298 km/h, ele chegou à Cuba, porém com menos força, sob a categoria 3 (ventos de 178 a 208 km/h). Na tarde de 4ª feira (29/10), Melissa perdeu um pouco mais de força, sendo classificado como um furacão de categoria 2, mas levando perigo às Bahamas e ao arquipélago de Turks e Caicos.

Segundo autoridades da Jamaica, o número de danos materiais e imateriais no país ainda estava sendo estimado. O governo jamaicano anunciou ontem que cerca de 44% do país estava sem eletricidade. Havia registros de danos a hospitais, danos significativos a propriedades residenciais, habitacionais e comerciais, e danos à nossa infraestrutura rodoviária.

De acordo com a empresa de inteligência de propriedades Cotality, os danos no país somam entre R$ 26 bilhões a R$ 53 bilhões. Apesar da capital Kingston ter sido poupada do pior, gestores recomendaram residentes a armazenar água potável por até três dias. Como a Bloomberg informa, a avaliação verdadeira da extensão dos danos só poderá ser feita após o perigo iminente ter passado.

Isso significa que somente quando as chuvas fortes diminuírem, as equipes de emergência conseguirão chegar aos residentes retidos. O número de mortes também pode aumentar. Até o momento, pelo menos 43 pessoas morreram por causa do Melissa, sendo 40 somente no Haiti.

Em Cuba, na província de Santiago, pelo menos 241 comunidades ficaram isoladas e sem comunicação após a passagem da tempestade. Segundo a Reuters, as autoridades evacuaram cerca de 735 mil pessoas ao leste do país. A ONU informou que enviará cerca de R$ 21 milhões cada para o Haiti e Cuba como ajuda emergencial, informa o Guardian.

Cientistas afirmam, e não é de hoje, que as mudanças climáticas estão tornando os furacões mais intensos e frequentes, devido ao aumento da temperatura dos oceanos. Esse foi o caso do Melissa: três dias antes de atingir a Jamaica, ele passou por dois períodos de rápida intensificação ao atravessar águas oceânicas que estavam 1,4°C mais quentes que a média para a época do ano, conta a CNN.

BBC e POLITICO Pro também noticiaram a devastação deixada pelo Furacão Melissa.