Com os preços do petróleo e de outros combustíveis fósseis mantendo-se em níveis elevados por causa dos ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã, a Petrobras anunciou novos aumentos. Dessa vez, a petrolífera reajustou os valores do gás fóssil e do querosene de aviação (QAV). Agora, é aguardar como isso se refletirá nos demais preços e, por tabela, na inflação, já pressionada.
Na 6ª feira (1º/5), a Petrobras anunciou o primeiro reajuste trimestral nos contratos com as distribuidoras de gás após o início do conflito, de 19,2%. Segundo a eixos, o aumento foi acima do esperado: a consultoria Wood Mackenzie, por exemplo, projetava uma alta de 18%. A princípio, o gás fóssil está fora das medidas anunciadas pelo governo para aliviar a inflação.
A estatal ainda aumentou em 18% o preço que cobra pelo QAV, informam Valor e Vero Notícias. Foi a terceira alta seguida do combustível promovida pela Petrobras. Em março, o reajuste foi de 9,4%. Em abril a petrolífera promoveu o maior aumento, de 54,8%.
A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) argumentou que o reajuste tem “impactos gravíssimos na conectividade do país”, segundo o Estadão. Com a sequência de aumentos desde o início do conflito no Oriente Médio, o principal item de custo do transporte aéreo acumula uma alta de 100%, segundo a Abear. A entidade alega que, como a Petrobras produz internamente quase todo o QAV consumido no país, o Brasil “reúne as condições para diminuir as consequências dos choques externos para a população”.
A petrolífera não reajustou a gasolina – ainda. Segundo a eixos, o preço de paridade de importação (PPI) para esse combustível no Brasil atingiu R$ 4,4068 por litro na última semana de abril – o maior valor desde o início da guerra, em 28 de fevereiro. Desde então, a gasolina importada subiu 72%. Como o país precisa importar parte da gasolina que consome, cedo ou tarde essa elevação chegará nas bombas.
Como já fez a Refinaria de Mataripe, na Bahia – comprada da Petrobras pela Acelen em novembro de 2021. A planta aumentou o preço da gasolina em 10,2% na semana passada, segundo o Valor. E anunciou ainda o aumento do preço do QAV em 17,3%, e do gás de cozinha (GLP) em 4,3%.
Na revenda, segundo a ANP, os preços de gasolina, etanol e diesel caíram nos postos na semana de 26 de abril a 2 de maio. Já o gás de cozinha (GLP) subiu, informa o UOL.





