Ao menos 30 pessoas morreram e 80 mil precisaram ser realocadas devido às fortes chuvas que se abateram sobre Pequim, na China. Segundo a Bloomberg, partes da capital chinesa chegaram a receber quase o equivalente a um ano de precipitação nos últimos dias. As autoridades ordenaram aos moradores na noite de 2ª feira (27/7) que permanecessem em casa e suspenderam obras e turismo até que a situação seja normalizada, destacaram Associated Press e Reuters.
O governo chines destinou 350 milhões de yuans (cerca de R$272 milhões) para assistência a nove regiões atingidas pelas fortes chuvas, informou a AFP. Outros 200 milhões de yuans (R$ 155 milhões) foram reservados para a capital.
A agência meteorológica da China prevê mais chuvas fortes nos próximos três dias em algumas partes do país. As chuvas também se abateram sobre Hong Kong, no sudeste do país, resultando no “fechamento” da cidade sob alerta meteorológico. A chuva torrencial ocorre enquanto a região ainda se recupera do tufão Wipha que passou ao sul da cidade em 20 de julho. A Bloomberg deu mais detalhes.
Já o Guardian relembrou que a crise climática – causada pelas ações humanas, em especial a queima de combustíveis fósseis – está potencializando os eventos extremos em todo o mundo, gerando desastres mais frequentes, mortais e, principalmente, evitáveis. “Pelo menos uma dúzia dos eventos mais graves da última década teriam sido praticamente impossíveis sem o aquecimento global causado pelo homem”, frisou o jornal.
As fortes chuvas na China também foram destaque na Al-Jazeera, NY Times, Financial Times e CNN.





