MME critica IBAMA por demora em marcar reunião sobre a foz do Amazonas

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MME critica IBAMA por demora em marcar reunião sobre a foz do Amazonas

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse aguardar com “paciência e humildade” uma reunião com o presidente do IBAMA, Rodrigo Agostinho. Silveira quer tratar da licença para a Petrobras perfurar um poço de exploração de combustíveis fósseis na foz do Amazonas. Uma decisão que é técnica, mas que o titular da pasta de Minas e Energia insiste em transformar em pressão política.

Silveira disse que não se trata de explorar petróleo na foz, mas de “conhecer as potencialidades” da região, destaca o Poder 360. Só que a própria indústria do petróleo chama de “exploração” a perfuração de um poço para confirmar a presença de combustíveis fósseis num reservatório.

Segundo o ministro, ele já solicitou duas vezes uma reunião com o presidente do IBAMA, mas ainda não teve retorno, informa a CNN. Técnicos do órgão novamente recomendaram que se negue a licença para a Petrobras perfurar o poço no bloco 59, mas Silveira tanto acusou os analistas do IBAMA de agirem “por convicção”, como disse não acreditar que a licença só sairá depois da COP30, segundo o Metrópoles.

Silveira lamentou a “infelicidade” da Agência Nacional do Petróleo (ANP) chamar a região de “foz do Amazonas”, já que o bloco 59 “está a 200 km do litoral [são na verdade 160 km de Oiapoque] e 500 km da foz”. Só que a área abriga o grande recife amazônico e é diretamente influenciada pelo rio, o maior do mundo em volume de água, que, por isso, afeta as correntes marítimas. A própria Petrobras, que vem usando “Amapá Águas Profundas” para tentar “mudar o nome” da bacia, sentiu isso na pele em 2011, quando abandonou um poço após um acidente com vazamento causado pelas fortes correntes.

Enquanto isso, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, retoma um compromisso assumido por todos os países, Brasil incluído, na COP28, em 2023: fazer um “mapa do caminho” para o fim dos combustíveis fósseis, relata o g1. Marina frisou a importância da “agenda de implementação” do que foi decidido em conferências anteriores. “Vamos encarar questões que considero que são raiz do problema: é enfrentar questões das ações voltadas para mitigação, estamos desde a Rio 92 conseguindo avanços que considero relevantes, mas, a partir de agora, não temos mais como, temos que implementar, o mundo já vive efeitos climáticos extremos e não tem como protelar”, justificou a ministra.