SUS passa a contar com novos medicamentos contra o câncer

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SUS passa a contar com novos medicamentos contra o câncer

O Sistema Único de Saúde (SUS) começa a oferecer, a partir desta semana, novos medicamentos para o tratamento do câncer. São nove tipos de remédios de alto custo, que podem aumentar as chances de cura e trazer mais qualidade de vida para pacientes com diferentes tipos da doença.

A informação foi divulgada nesta terça-feira (20), durante agenda no Instituto Nacional de Câncer, no Rio de Janeiro.

Muitos desses medicamentos já haviam sido incorporados ao SUS, mas ainda não chegavam de forma efetiva aos pacientes. A garantia do acesso a tratamentos de alta complexidade busca fortalecer a rede de atendimento oncológico no país, como avalia Rodrigo Oliveira, diretor do Departamento de Estratégias para a Expansão e Qualificação da Atenção Especializada do Ministério da Saúde:

“O governo do Brasil colocou no centro da agenda, desde 2023, o câncer. É o que mais aflige o brasileiro e a brasileira e, em breve, será a maior causa de morte no país. Pelo funcionamento do SUS e aumento da qualidade de vida, a expectativa aumenta. Isso é um movimento natural, que já ocorreu em outros países, e obviamente vai acontecer no Brasil. Esse é um compromisso do Ministério da Saúde com a vida dos brasileiros e brasileiras.”

Entre os novos tratamentos estão medicamentos para câncer de mama, próstata, pulmão, rim, estômago, tireoide e diferentes tipos de linfoma.

A expectativa é beneficiar mais de 116 mil pessoas. Nesta primeira etapa, a distribuição começa em 20 centros especializados espalhados pelo Brasil, e deve chegar a toda a rede até o final do ano.

O diretor-geral do Inca, Roberto Gil de Almeida, informou que os pacientes terão muito em breve um conjunto de normas para orientar o tratamento oncológico de forma padronizada.

“As PCDTs são Protocolos de Diretrizes Terapêuticas, que vão tornar obrigatório em todo o SUS uma mesma linha de tratamento de acesso. Então, a gente lançou 14 PCDTs e a gente está em vista de lançar outras PCDTs. Isso significa protocolar. Você tem um tratamento protocolado, para que o paciente não se sinta inferiorizado nem quando vai ao Inca, nem quando vai a outro hospital. É importante que o acesso aos medicamentos tenha igualdade nos hospitais prestadores de assistência oncológica.”

Câncer de intestino

Outra novidade é o início do rastreamento do câncer de intestino no SUS. O Ministério da Saúde vai distribuir 400 mil testes capazes de identificar vestígios de sangue nas fezes, um dos principais sinais de alerta para a doença. O exame é simples, rápido e não invasivo. Será oferecido a homens e mulheres entre 50 e 75 anos, mesmo sem sintomas, para ajudar a identificar precocemente casos que precisam de investigação mais detalhada.

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