O barril do petróleo tipo Brent, referência do mercado internacional, voltou a superar a casa dos US$ 100, algo que não acontecia desde julho. A disparada do valor foi motivada pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, com troca de ataques.
Por volta das 15h (horário de Brasília) de ontem (9/9), o contrato futuro do barril do Brent com vencimento em novembro era negociado a US$ 101,29, com valorização de 3,4% sobre o fechamento do dia anterior. Já o WTI, referência estadunidense, com vencimento em outubro era cotado em US$ 96,03 o barril, alta de 3,2% sobre o valor do dia anterior.
Os militares dos EUA disseram ter destruído cinco petroleiros iranianos em resposta a tentativas de atingir um navio de guerra da Marinha estadunidense com mísseis balísticos durante a noite de 3ª feira (8/9). Segundo a Bloomberg, a mídia iraniana afirmou que Teerã atacou dois navios de guerra e oito petroleiros dos EUA no Golfo Pérsico. Contudo, não houve confirmação imediata desses ataques.
De acordo com a Veja, a agência estatal iraniana de notícias IRNA informou que o país lançou ataques contra uma base dos EUA na Jordânia e quase 20 navios no Golfo Pérsico, em retaliação à perda dos cinco petroleiros. O Exército da Jordânia informou que interceptou 18 de 20 mísseis iranianos lançados contra o seu território, enquanto outros dois “caíram em áreas desabitadas”, segundo os militares.
Desde o início de agosto, o preço do Brent acumula alta de 25%, à medida que diminuem as esperanças de uma resolução permanente para o conflito, que já dura seis meses. Esta semana, ataques perpetrados pelos houthis, grupo apoiado pelo Irã, contra instalações de energia da Arábia Saudita incendiaram estruturas petrolíferas do país, informa o Valor.
Diante da volatilidade quase permanente dos preços do petróleo – e com viés de alta -, o governo brasileiro abriu um crédito extraordinário de R$ 6,6 bilhões para custear a subvenção aos produtores e importadores de derivados do combustível fóssil. O ato consta em medida provisória publicada no Diário Oficial da União de ontem, de acordo com a CNN Brasil.
A maior parte do crédito – R$ 5,6 bilhões – vai subvencionar a produção e a importação de óleo diesel de uso rodoviário. O diesel é o derivado de petróleo mais consumido no país. Usado em ônibus e caminhões, seu preço influencia o valor dos fretes, e qualquer elevação nas bombas pode jogar para cima os preços de alimentos e outros produtos, pressionando a inflação.
UOL, Poder 360, g1, Reuters e Valor também repercutiram a mais nova disparada dos preços do petróleo.





