Governo cria quatro Unidades de Conservação no AM e amplia parque nacional no Piauí

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Governo cria quatro Unidades de Conservação no AM e amplia parque nacional no Piauí

O governo federal celebrou o Dia da Amazônia, comemorado no dia 5 de setembro, com a criação de quatro novas Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) no Amazonas. Além das novas Áreas Protegidas (APs) no bioma amazônico, o governo confirmou a ampliação do Parque Nacional de Sete Cidades, no Piauí, em mais de 7,1 mil hectares. Ao todo, são cerca de 676 mil hectares de novas áreas sob proteção ambiental – área equivalente a quatro cidades de São Paulo.

As quatro RDS estão localizadas na região de influência da BR-319, no sul do Amazonas. A pavimentação do chamado “Trecho do Meio” da rodovia, incluída no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), preocupa por conta dos impactos potenciais do asfaltamento em uma das áreas mais preservadas da Floresta Amazônica.

As novas reservas pretendem proteger a diversidade biológica e os modos de vida agroextrativistas das populações locais. A RDS é uma categoria de Unidade de Conservação (UC) que admite o uso sustentável dos recursos pelos moradores.

A maior delas, a RDS Tupana Igapó-Açu II, nos municípios de Beruri e Tapauá, tem mais de 422 mil hectares. Já a vizinha Tupana Igapó-Açu I, em Borba, tem pouco mais de 114 mil hectares. A RDS Canaã, entre os municípios de Careiro e Autazes, tem cerca de 109 mil hectares; e a RDS Mirari, em Humaitá, tem 22,7 mil hectares, com foco na proteção de ambientes florestais e marinhos.

O governo também anunciou a assinatura, pelo Serviço Florestal Brasileiro, dos contratos de concessão das Unidades de Manejo Florestal II e III da Floresta Nacional (FLONA) de Humaitá, com prazo de 40 anos. Os dois contratos preveem R$ 240 milhões em investimentos, com a produção de legal de 2,54 milhões de metros cúbicos de madeira em 30 anos, a geração de 339 empregos diretos e 678 indiretos, além de recursos para projetos socioambientais para comunidades no entorno da FLONA. 

Ainda na Amazônia, o BNDES anunciou aportes dos Fundos Amazônia e Clima para o bioma. O Fundo Amazônia destinará mais de R$ 5 milhões em recursos não reembolsáveis ao projeto Naturezas Quilombolas, para apoiar a gestão territorial e ambiental de Comunidades Quilombolas em mais de 16 territórios na Amazônia Legal. Já o Fundo Clima financiará R$ 180 milhões em restauração ecológica na Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu (PA), beneficiando mais de 10 mil hectares de floresta. O banco também divulgou o resultado do edital Floresta Viva, com R$ 5,3 milhões para projetos de restauração na Bacia do Rio Xingu II, no Pará e Mato Grosso.

“[A sociedade] vai ter o dinheiro suficiente para justificar que a floresta em pé é mais rentável que uma floresta derrubada ou queimada”, destacou o presidente Lula na cerimônia de assinatura dos decretos, na 3ª feira (8/9), no Palácio do Planalto, em Brasília. Ele ressaltou a preocupação do governo com a proteção ambiental e lembrou o desmonte da área na gestão do presidiário Jair Bolsonaro. “Para destruir não precisa nem ter reunião, só precisa um salafrário qualquer que não gosta da questão ambiental assumir o governo”.

Agência Brasil, Folha e g1 repercutiram o anúncio.