A Europa Ocidental vive a expectativa de uma nova onda de calor a partir da próxima semana. Enquanto isso, os países do oeste europeu ainda tentam se recuperar dos efeitos das altas temperaturas da semana passada. E o número de mortos em decorrência dos termômetros nas alturas continua crescendo.
A onda de calor sem precedentes causou cerca de 480 mortes adicionais nos Países Baixos, informaram autoridades de saúde holandesas na 5ª feira (2/7). O excesso de mortes na semana de 22 a 28 de junho ocorreu principalmente entre pessoas com 80 anos ou mais, destaca a Reuters.
A maioria dos casos foi relatada no sul e no leste da Holanda, onde as temperaturas foram mais altas. Durante a onda de calor da semana passada, os Países Baixos bateram recorde de temperatura para o mês de junho. Os termômetros chegaram a quase 40oC.
Juntas, Espanha e França relataram mais de 2 mil mortes em decorrência das altas temperaturas da última semana, lembra o Guardian. Ontem, o governo francês informou que pelo menos 90 pessoas morreram afogadas tentando amenizar o calor, informa a Folha. Na 2ª feira (29/6), as funerárias de Paris ficaram sobrecarregadas devido ao aumento de óbitos durante a onda de calor.
A França vive outro drama: os incêndios florestais. Dois mil bombeiros combatiam vários focos alimentados por fortes ventos na costa mediterrânea francesa, informam Reuters e RFI. Autoridades locais informaram que 1.500 pessoas foram evacuadas dos acampamentos de Canet-en-Roussillon, perto da fronteira com a Espanha, e que o aeroporto na cidade vizinha de Perpignan foi fechado.
Os bombeiros conseguiram controlar dois incêndios nos arredores de Marselha, a segunda maior cidade da França. No entanto, os agentes tinham dificuldades para conter outro foco maior no departamento administrativo de Aude.
Já a Itália, que também sofre com o calor, foi atingida por chuvas torrenciais, de acordo com a ANSA. Ventos violentos e inundações causadas por chuvas torrenciais provocaram grandes transtornos em muitas áreas.
Embora as tempestades tenham ajudado a reduzir as temperaturas em grande parte do país, o Ministério da Saúde manteve duas das 27 maiores cidades italianas, Catânia e Reggio Calabria, em alerta vermelho na 5a feira devido aos perigos representados pela onda de calor.





