Governo corta subsídio ao diesel e Petrobras reduz preço nas refinarias

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Governo corta subsídio ao diesel e Petrobras reduz preço nas refinarias

Com as cotações do petróleo voltando ao patamar anterior ao início dos ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã, no dia 28 de fevereiro, o governo federal começou a cortar os subsídios concedidos aos combustíveis fósseis, em uma tentativa de tentar segurar os preços ao consumidor. Ontem (1º/7), chegou ao fim a subvenção de R$ 0,35 por litro de diesel – o derivado de petróleo mais consumido no país, usado por caminhões e ônibus -, concedida em maio.

Para evitar que o fim do benefício causasse uma dor imediata no bolso da população, o governo recebeu uma ajuda da Petrobras. Assim, a petrolífera anunciou um corte de R$ 0,35 no preço do diesel em suas refinarias, informam Poder 360, Cenário Energia e Megawhat. A redução para as distribuidoras de combustíveis também entrou em vigor ontem.

Há, no entanto, outros subsídios ainda em vigor. Por enquanto, estão mantidas as subvenções de R$ 1,12 para o diesel e R$ 0,44 para a gasolina, mas o governo deve retirá-los em breve, ainda que de forma gradual, se os preços se mantiveram estabilizados, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

De acordo com a eixos, o governo ainda analisará nas próximas semanas o que fará com o imposto sobre exportação de petróleo, também estabelecido como medida emergencial por causa da guerra no Oriente Médio. A cobrança poderá ser mantida ou reduzida gradualmente. Também estão sendo avaliadas as subvenções ao gás de cozinha (GLP) e benefícios para o querosene de aviação (QAV).

Os subsídios aos derivados de petróleo ajudaram a segurar os preços no país, mas custaram bastante aos cofres públicos. No Bom Dia Brasil, Míriam Leitão informou que a conta deve bater R$ 16 bilhões, pelo menos. Ela lembrou que o Brasil ganhou com a escalada dos preços do petróleo, já que é exportador líquido da commodity, mas fontes do governo calculam que, no fim, os ganhos e os gastos com as subvenções ficarão no zero a zero.

Valor, InfoMoney e UOL também noticiaram as novidades sobre o diesel.