Incêndios na Patagônia argentina ameaçam árvores de 4 mil anos

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Incêndios na Patagônia argentina ameaçam árvores de 4 mil anos

Os incêndios florestais continuam devastando a Patagônia argentina, castigada pela seca e por altas temperaturas. As chamas estão arrasando florestas antes intocadas. As majestosas encostas florestais patagônicas parecem uma zona de guerra, relata a Euronews.

Nuvens de fumaça em formato de cogumelo se erguem como se fossem oriundas de ataques de mísseis. Grandes labaredas iluminam o céu à noite, transformando as paisagens que gerações de escritores e aventureiros gravaram no imaginário em algo assombrado.

Vastas extensões do Parque Nacional Los Alerces, declarado patrimônio mundial pela UNESCO, estão em chamas. Uma área da reserva, em especial, é foco de preocupação: Alerzal Milenario. Ela é uma das principais atrações do parque, por abrigar exemplares de alerces com 2.600 a 4.000 anos de idade. Lá está o “Abuelo”, como foi apelidado, um dos exemplares mais velhos do mundo, com cerca de 60 metros de altura, detalha a Folha.

Até agora, a região escapou das chamas por uma peculiaridade natural: está rodeada por uma barreira de vegetação mais úmida que a de outros pontos do parque. Isso a vem protegendo por ora, como ocorreu em outros incêndios. Mas um dos desafios é evitar que, com as mudanças repentinas nos ventos, as chamas da frente mais a noroeste, próxima ao lago Hito, avancem e alcancem a região do parque onde estão as árvores mais antigas.

A Patagônia teve o janeiro com mais incêndios florestais em 23 anos, mostra o Serviço de Monitoramento Atmosférico Copernicus (CAMS). A intensidade do fogo gerou o número mais alto de emissões desde o início do acompanhamento do observatório espacial europeu, em 2003.

No mês passado foram 1,8 milhão de toneladas de carbono emitidas na região. A título de comparação, o número equivale a cerca de seis meses de emissões na cidade de São Paulo, segundo o Um só planeta.

Folha, Veja, g1 e R7 também repercutiram as chamas na Patagônia argentina.