Acionistas questionam BP por aumento dos investimentos em petróleo e gás 

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Acionistas questionam BP por aumento dos investimentos em petróleo e gás 

Fundos de pensão do Reino Unido e da Europa e o acionista ativista Australasian Centre for Corporate Responsibility (ACCR) estão pressionando a petrolífera britânica BP. O grupo, que, segundo a Bloomberg, administra US$ 262 bilhões (R$ 1,37 trilhão) em ativos, quer que a empresa comprove que sua estratégia de redirecionar investimentos de projetos de baixo carbono para petróleo e gás fóssil aumentará o valor para os acionistas.

Há um ano, sob a presidência de Murray Auchincloss, a BP anunciou a reformulação de sua estratégia, focando em combustíveis fósseis. A petrolífera afirmou que isso melhoraria a rentabilidade, após uma incursão malsucedida em energias renováveis ​​sob a gestão de Bernard Looney, antecessor de Auchincloss, explica a Reuters. No entanto, para o grupo de acionistas, o foco em óleo e gás não será vantajoso financeiramente. Para o clima do planeta, sabemos, o prejuízo é certo.

“A BP teve um desempenho inferior ao esperado na última década, inclusive no período em que priorizou petróleo e gás”, disse Diandra Soobiah, diretora de investimentos responsáveis ​​da Nest, provedora de planos de pensão para funcionários no Reino Unido. “Agora que abandonaram sua estratégia de energias renováveis, os investidores precisam ter a garantia de que qualquer expansão de seu portfólio de exploração e produção de petróleo e gás será regida por uma sólida disciplina de capital e gerará retornos sustentáveis.”

Na avaliação do ACCR, o retorno total para os acionistas da BP continua a ficar abaixo do mercado e de seus pares, com os investidores não convencidos de que novos investimentos em petróleo e gás trarão dividendos, informa o Sustainability Online. O ACCR pediu à nova CEO da BP, Meg O’Neill, que “reflita seriamente” sobre os baixos retornos dos projetos de combustíveis fósseis, acrescentando que a resolução indica que os investidores “não estão dispostos a aceitar passivamente gastos perdulários com petróleo e gás”.

A resolução será apresentada na assembleia geral anual da BP, prevista para abril ou maio.Financial Times, The Times, Responsible Investor, Wall Street Journal e Net Zero Investor também repercutiram a cobrança de acionistas à BP.