Espanha pede à UE que não adie banimento de motores a combustíveis fósseis

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Espanha pede à UE que não adie banimento de motores a combustíveis fósseis

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, instou a Comissão Europeia a não enfraquecer a proibição de venda de novos carros a motor a combustão movidos a gasolina e a diesel, a partir de 2035, mostra uma carta vista pela Reuters. O apelo se dá no momento em que o bloco está prestes a recuar nessa política, por pressão de países-membros da União Europeia e também de montadoras.

Um legislador alemão da UE afirmou na 6ª feira (12/12) que a Comissão suavizaria a política nesta semana, informa o Guardian. Estão em discussão brechas que podem prorrogar o prazo por cinco anos e até mesmo retirar a proibição da mesa. A UE também reduzirá o ônus regulatório e oferecerá um conjunto de incentivos para pequenos carros elétricos fabricados no bloco, segundo documentos vistos pela Bloomberg.

Governos, incluindo os da Alemanha e da Itália, têm pressionado a UE a enfraquecer a proibição a partir de 2035. Também na semana passada, um documento assinado pelos governos da Polônia, República Tcheca, Eslováquia, Hungria e Bulgária foi enviado à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, argumentando que a flexibilização protegeria as montadoras europeias, que enfrentam forte concorrência da China.

A opinião, porém, não é compartilhada pela Volvo. Erik Severinson, diretor comercial da montadora sueca, disse à Reuters que abandonar a proibição seria “uma pena”. A Volvo Cars afirma que está pronta para adotar alternativas elétricas aos veículos a combustão, assim como a sueca Polescar.

Severinson ainda disse entender que haveria algum tipo de acordo sobre as propostas, mas alertou que mudar de rumo agora prejudicaria a confiança na regulamentação futura. “Isso acaba por prejudicar a confiança em todo o sistema… Investimos muito e estamos prontos para começar”, disse ele. “De repente, as regras do jogo mudam porque alguém não estava.”

“Não espero que nossas vozes sejam plenamente ouvidas no acordo que surgir, e isso é muito negativo para nós”, acrescentou.