Demanda por gás fóssil deve cair pela 3ª vez em sete anos, projeta a IEA

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Demanda por gás fóssil deve cair pela 3ª vez em sete anos, projeta a IEA

A demanda global de gás fóssil deve diminuir 0,5% em 2026, devido principalmente ao menor consumo nos setores de energia e industrial. Será a terceira vez em sete anos que a procura pelo combustível fóssil cairá.

As projeções são do relatório Gas market report, da Agência Internacional de Energia (IEA), relativo ao 3º trimestre. O documento foi publicado na 3ª feira (7/7), um dia antes do aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã em meio às frágeis negociações para acabar com o conflito no Oriente Médio, o que elevou novamente os preços do petróleo e do gás (leia aqui).

Segundo a IEA, a demanda global por gás deverá cair cerca de 20 bilhões de metros cúbicos em 2026, informa o Investing.com. O consumo do gás fóssil também caiu em 2020, devido à pandemia de COVID-19, e 2022, com a invasão da Ucrânia pela Rússia. 

O impacto da guerra no Irã varia entre as regiões. No Oriente Médio, onde as instalações locais de produção e processamento de gás foram danificadas e diminuiu a produção de indústrias com alto consumo do combustível como a de fertilizantes, a demanda deverá contrair cerca de 4% neste ano. Será o primeiro declínio anual no consumo de gás da região desde 1993, destaca a agência.

Na Ásia, a IEA uma queda na procura de 0,5%, já que os preços mais elevados do gás liquefeito (GNL) estimulam a substituição do gás por carvão na geração elétrica e estão reduzindo a operação de indústrias com uso intensivo do combustível. Na Europa, a combinação de forte crescimento da produção elétrica à base de fontes renováveis ​​e preços mais elevados do gás reduzirá a procura pelo combustível em mais de 2%.

Em regiões com pouca ou nenhuma dependência de importações de GNL, o impacto da guerra será limitado. Na África, a demanda de gás deverá ficar estável, enquanto na América Central e do Sul deverá subir 3%, com maior geração elétrica com o combustível compensando a queda da produção hidrelétrica na região prevista em função do El Niño.

Na América do Norte, a IEA prevê uma leve queda, após o clima relativamente ameno do primeiro trimestre ter reduzido o consumo de gás em edifícios. Em contrapartida, a demanda na Eurásia deverá crescer quase 3% no ano, por causa das temperaturas mais baixas registradas no mesmo período.