Petróleo dispara com nova troca de ataques entre EUA e Irã

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Petróleo dispara com nova troca de ataques entre EUA e Irã

Durou pouco a trégua entre Estados Unidos e Irã que elevou a oferta de petróleo nas últimas semanas e provocou o recuo dos preços do combustível a patamares anteriores ao do início do conflito, em 28 de fevereiro. Na 4ª feira (8/7), após superar US$ 80, o barril do Brent (referência internacional) fechou o dia a US$ 78,02, com alta de 5,2%. Já o barril do WTI (referência dos EUA) subiu 4,4%, fechando a US$ 73,52.

Trump disse que o frágil cessar-fogo entre os países pode ter chegado ao fim, informa a Bloomberg. “Para mim, acho que acabou”, disse o “agente laranja”, sentado ao lado do secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Mark Rutte, na cúpula anual da aliança militar, ontem. “No que me diz respeito, é apenas uma perda de tempo.”

Antes da declaração, Trump prometeu novos ataques ao Irã. E cumpriu. Explosões foram registradas nas cidades de Bushehr, Bandar Abbas e Sirik, no litoral do país, segundo a imprensa iraniana. O Irã informou que reagiria a qualquer ataque ao seu território fechando novamente o Estreito de Ormuz.

Em nota, o Comando Central dos EUA (CENTCOM) informou que, “sob orientação do comandante em chefe”, as forças estadunidenses começaram a realizar novos bombardeios para “reduzir ainda mais a capacidade do Irã de ameaçar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz”, informa o g1.

Nesta semana, o Irã atingiu três petroleiros que cruzaram o estreito. Na noite de 3ª feira (7/7), os EUA responderam com o mais duro bombardeio desde o início das negociações entre os dois países, de acordo com a Folha.

Antes dos ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o território iraniano, no fim de fevereiro, um quinto do fornecimento global de petróleo passava por Ormuz. Desde então, o Irã mantém um controle rígido sobre a circulação de navios na via, forçando outros produtores de petróleo do Oriente Médio a reduzirem a produção em milhões de barris pela impossibilidade de exportar no mesmo ritmo de antes, explica a Reuters.

Com as tensões voltando, a dúvida agora é saber até onde o preço do petróleo pode aumentar, lembra o InfoMoney. No ápice do conflito, o barril do Brent chegou perto de US$ 120, seguido de perto pelo WTI.

Para Edgar Araújo, CEO da Azumi Investimentos, o Brent poderia buscar a faixa de US$ 80 a US$ 90 se a tensão no Oriente Médio ameaçar a oferta global ou o fluxo por Ormuz. Gustavo Assis, CEO da Asset, também vê espaço para novas altas, mas afirma que o mercado precisa separar o prêmio geopolítico de um choque físico de oferta.