A indústria eólica global instalou um recorde de 165 gigawatts (GW) de nova capacidade em 2025, mostra o Global Wind Report, do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC). O valor representa um aumento de 40% em relação a 2024 e foi impulsionado principalmente pela China.
A maior parte da nova capacidade eólica veio de usinas eólicas onshore, com 155,3 GW instalados – aumento de 42% sobre 2024. Já as eólicas offshore somaram 9 GW, com crescimento de 18% sobre o ano anterior, informa a Reuters. A Ásia, liderada por China e Índia, instalou 131 GW da nova capacidade – 80% do total global – sendo a China responsável por 120,5 GW.
A Europa foi a segunda região com maior número de instalações (19 GW), seguida pelos Estados Unidos de Donald Trump antirrenováveis (quase 7 GW). O Brasil adicionou 2,3 GW de potência eólica em 2025 e ficou com a quinta posição do ranking, conta o Valor. No entanto, destaca a eixos, o ritmo por aqui é de desaceleração, diante de um desencontro entre capacidade de geração de energia e infraestrutura de transmissão e demanda.
Na avaliação da presidente executiva da Associação Brasileira da Energia Eólica (Abeeólica) e vice chair do conselho do GWEC, Elbia Gannoum, o Brasil ainda tenta se recuperar de um cenário de baixa demanda desde 2022, mas espera retomar investimentos em 2027. “Nossa perspectiva de crescimento está associada a data centers e descarbonização da indústria”, explica.
O avanço global da energia eólica precisa ser celebrado. Mas, para atingir a meta global de triplicar a capacidade de energia renovável até o final de década, a Agência Internacional de Energia Renovável (Irena) indica que é necessário instalar 320 GW de capacidade eólica a cada ano – ou seja, duas vezes o nível de 2025.
Brasil Energia, Green Building África, Carbon Copy e Renewables Now também noticiaram o recorde de energia eólica instalada em 2025.

