Petróleo sobe com possível bloqueio naval dos EUA no Estreito de Ormuz

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Petróleo sobe com possível bloqueio naval dos EUA no Estreito de Ormuz

Enquanto representantes de Estados Unidos e Irã se encontravam no Paquistão no final de semana para tentar encerrar a guerra iniciada em 28 de fevereiro, Donald Trump soltou mais uma bravata: os EUA é que passariam a bloquear o Estreito de Ormuz, impedindo a passagem de qualquer navio, inclusive dos autorizados pelos iranianos. Resultado: o petróleo, que tinha caído mais de 12% na semana passada, lembra o Valor, disparou, superando novamente os US$ 100. Mesmo recuando, fechou a 2ª feira (13/4) em alta. Mais dor no bolso das populações em todo o mundo e alegria para petrolíferas e especuladores.

No fechamento da sessão de ontem, o petróleo tipo Brent (referência mundial) com vencimento em junho teve alta de 4,36%, para US$ 99,36 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE). Já o WTI (referência estadunidense), com entrega prevista para maio, subiu 2,6% para US$ 99,08 por barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), detalha o Valor.

Por volta das 8h (horário de Brasília), o Brent para entrega em junho subia 6,93%, a US$ 102,06 por barril, enquanto o WTI para maio avançava 7,53%, a US$ 103,84, informa o Valor. Uma reação à fala estúpida de Trump, aliada à reação da Guarda Revolucionária do Irã, que afirmou que qualquer aproximação de embarcações militares à rota – por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial – seria considerada uma violação do cessar-fogo e tratada de forma severa e decisiva.

Enquanto Trump brinca de Deus – literalmente, com uma postagem em que, usando IA, aparece como Jesus Cristo -, o aumento dos custos com o choque do petróleo afeta pessoas nos quatro cantos do planeta, relata a Reuters. Nos EUA, os motoristas estão reduzindo o uso de veículos, já que os preços da gasolina e do diesel estão nos níveis mais altos desde 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia.

A Arábia Saudita afirmou que as vendas de petróleo bruto para a China devem cair em maio. Já a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que os Estados-membros devem coordenar os preços da energia em meio a um aumento de US$ 25,70 bilhões (R$ 128,4 bilhões) nas contas de combustíveis fósseis desde o início da guerra, detalha a Bloomberg.

Mais países anunciaram medidas de apoio de emergência para combater o aumento dos custos provocado pela alta dos combustíveis fósseis. Já a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) reduziu sua previsão da demanda mundial de petróleo para o segundo trimestre em 500.000 barris por dia, segundo a Reuters.