Petróleo fecha com sinais trocados após ameaça de destruição do Irã feita por Trump

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Petróleo fecha com sinais trocados após ameaça de destruição do Irã feita por Trump

Os contratos futuros do petróleo fecharam em direções opostas na 3ª feira (7/4), após uma sessão volátil, de baixa liquidez, com a escalada das tensões na guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã. Terminava na noite de ontem (21h, horário de Brasília) o prazo dado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para a abertura do Estreito de Ormuz. O “agente laranja” havia dito mais cedo que “uma civilização inteira morrerá esta noite” se o Irã não cedesse. Mas o país do Oriente Médio não só negou qualquer acordo, como também ameaçou retaliar qualquer ataque.

Pouco tempo antes do prazo final, Trump recuou mais uma vez e concordou com um cessar-fogo de duas semanas, mas o condicionou à abertura de Ormuz. Minutos depois, o Irã anunciou que concordava com a proposta.

Referência mundial, o petróleo tipo Brent com vencimento em junho fechou a sessão de ontem cotado a US$ 109,27 o barril, uma queda de 0,45% na Intercontinental Exchange (ICE). Já o WTI (referência estadunidense) com entrega para maio subiu 0,48%, cotado a US$ 112,95 o barril, na New York Mercantile Exchange (NYMEX), detalha o Valor.

A terça-feira começou com forte pressão sobre os preços do combustível fóssil, informam Metrópoles e Vero Notícias. Às 10h45 (horário de Brasília), o Brent avançava 0,84%, a US$ 110,69 o barril, enquanto o WTI disparou 3,3%, chegando a US$ 116,12. Os valores, porém, recuaram ao longo do dia.

Poucas horas antes da declaração genocida de Trump, o Irã analisava favoravelmente um pedido do Paquistão de um cessar-fogo de duas semanas, a fim de dar mais tempo à diplomacia, disse à Reuters um alto funcionário iraniano. A Casa Branca afirmou que o “agente laranja” estava ciente da proposta e que responderia. Deu no que deu.

A ameaça de Trump para que o Irã encerrasse o bloqueio em Ormuz ou veria os EUA destruírem todas as pontes e usinas de energia – algo sem precedentes até mesmo para um presidente do país mais belicista do planeta – gerou ampla condenação. As críticas vieram tanto do secretário-geral da ONU, António Guterres, como do Papa Leão XIV.

Com o tempo se esgotando, os ataques ao Irã se intensificaram, atingindo pontes ferroviárias e rodoviárias, um aeroporto e uma planta petroquímica. As forças dos EUA atacaram alvos na Ilha de Kharg, onde fica o principal terminal de exportação de petróleo do país.

O Irã respondeu, declarando que não hesitaria mais em atacar a infraestrutura de seus vizinhos do Golfo Pérsico e afirmou ter realizado novos ataques contra um navio no Golfo e contra um enorme complexo petroquímico saudita. Explosões foram ouvidas em Doha, capital do Catar.