O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou que a redução do desmatamento na Amazônia e no Cerrado apontada pelo Sistema PRODES, do INPE, evitou emissões equivalentes às registradas no Japão em um ano. Segundo dados oficiais divulgados pelo governo japonês em abril deste ano, o país totalizou 1,046 bilhão de toneladas de gases de efeito estufa no ano fiscal de 2024.
No programa Bom Dia Ministro, da EBC, na 4ª feira (28/10), Capobianco voltou a destacar o recorde na queda do desmate nos dois biomas, de 42% na Amazônia, a menor desde 1988, e de 24% no Cerrado. O PRODES é o índice oficial de desmatamento do país e abrange o período de agosto de 2025 a julho de 2026.
A retomada da fiscalização e das autuações que vêm ocorrendo neste mandato do presidente Lula (PT), após a passagem de uma “boiada destruidora” no (des)governo do [atual presidiário] Jair Bolsonaro (PL), rendeu frutos também nos outros biomas do país, informam Agência Brasil, Canal Rural e CenárioMT. “O desmatamento caiu em todos os seis biomas brasileiros. Amazônia, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica, Caatinga e Pampa tiveram redução do desmatamento em 2025”, reforçou o ministro.
Capobianco explicou ainda que os avanços no combate ao desmatamento desde 2023 evitaram que os impactos dos incêndios florestais que vêm ocorrendo na Amazônia fossem maiores. “Não haverá fumaça suficiente para encobrir esse resultado excepcional que a sociedade brasileira conseguiu”, destacou o ministro, ao falar das recentes ondas de incêndios no Amazonas e no Pará.
De acordo com as primeiras investigações, as chamas em ambos os estados têm origem criminosa e intenção política. Afinal, os incêndios dispararam após o 1º turno das eleições, no dia 4 de outubro, do qual o oponente de Lula, o senador (e agora fugitivo) Flávio Bolsonaro (PL), saiu da disputa na frente, mas terminou derrotado (para nossa alegria e o bem da democracia).
“A partir do 1º turno, multiplicaram exponencialmente os focos de calor e os eventos de incêndio, então, há uma correlação. Mas, se isso foi uma coincidência ou se foi proposital, com a expectativa de impunidade futura, quem vai dizer para nós é a Polícia Federal”, disse o ministro. Ele lembrou que os responsáveis por provocar incêndios florestais estão sujeitos a penas de reclusão de até quatro anos.
Os esforços conjuntos dos governos federal, estaduais e municipais já resultaram na contenção dos focos de calor no Amazonas, segundo Capobianco. No Pará, as ações ainda estão em curso, já foram extintos 361 grandes incêndios florestais, com centenas de focos de calor. “A Casa Civil convocou a sala de situação para tratar especificamente do Pará, já que já tínhamos tratado do Amazonas”, explicou.





