Câncer de mama: diagnóstico precoce amplia chance de cura

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Câncer de mama: diagnóstico precoce amplia chance de cura

Outubro é o mês de conscientização sobre o câncer de mama, um dos tipos de câncer mais comuns no Brasil e principal causa de morte pela doença em mulheres, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Até 2028, a estimativa do órgão é de mais de 78 mil novos casos por ano no país.

O diagnóstico precoce salva vidas. O câncer de mama tem chances altas de cura e pode ser tratado com cirurgia. Mas quando a doença é diagnosticada em estágio mais avançado, os tratamentos são mais complexos e a chance de recuperação diminui.

Guilherme Novita, médico e presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, explica a importância de as mulheres estarem atentas a alterações na glândula mamária e do preparo de profissionais da saúde para atender pacientes que não têm acesso a ginecologistas.

“A gente tem feito campanhas para treinar agentes de saúde e médicos de família para fazer esses exames de rotina e caso percebam um nódulo palpável, encaminhar essa paciente para uma investigação adequada. Outros sintomas, daí são bem menos comuns, que são suspeitos, são alterações s na pele, tipo uma ferida, alguma coisa assim, ou saída de líquido pelo mamilo, geralmente um líquido cor de água ou cor de sangue.”

Segundo a cartilha publicada pelo Ministério da Saúde, com o Inca, o risco de desenvolver câncer de mama é maior a partir dos 50 anos. A doença não tem uma causa definida, mas há fatores de risco hereditários ligados ao histórico reprodutivo e hormonal ou comportamentais.

Disponível no SUS, a mamografia de rastreamento, o exame que consegue detectar a doença antes dos sintomas. O exame é indicado a cada dois anos para mulheres a partir dos 50 anos, mas é garantida por lei a partir dos 40. Para quem tem alteração suspeita na mama, a mamografia pode ser feita em qualquer idade quando há indicação médica.

Conhecer o próprio corpo e estar atenta a mudanças é fundamental. A bancária Marina França só voltaria ao médico este ano, já que os exames feitos no ano passado não mostraram alterações. Mas em setembro de 2025, percebeu um nódulo na mama enquanto passava um hidratante e resolveu investigar.

“E era um tumor que já estava até grande e já tinha acometido um linfonodo na axila. E aí em novembro eu comecei logo a quimioterapia. Aí, em seguida, fiz a mastectomia total do lado direito, por causa até do meu histórico familiar. Fiz a radioterapia por causa da minha idade, eu tenho 46 anos. E agora eu estou iniciando o tratamento medicamentoso.”

Sem histórico de câncer de mama na família, a psiquiatra Karine Borges foi diagnosticada com a doença no ano passado aos 44 anos durante um exame de rotina. Ela fez a retirada das duas mamas e segue em acompanhamento médico. Karine comenta a importância do diagnóstico precoce.

“Embora algumas mulheres às vezes fiquem, até por conta do excesso de afazeres e abrem mão muitas vezes de fazer seus exames preventivos anuais, eu sou um exemplo vivo para dizer que não faça isso, porque isso é uma medida de proteção e garante que você possa viver mais tempo e com saúde e do lado das pessoas que você ama.”

Entre as orientações para diminuir os riscos da doença estão a manutenção do peso corporal adequado, a prática de atividades físicas e evitar o consumo de bebidas alcoólicas.

*Com produção de Marcela Nogueira.

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