A demanda global por petróleo deverá cair 2,6 milhões de barris por dia (bpd) em 2026, aponta a edição de outubro do Oil Market Report, da Agência Internacional de Energia (IEA). No mês passado, a IEA projetava uma queda de 2,5 milhões de bpd na demanda neste ano.
O diesel será responsável por 25% da redução total da demanda. Na avaliação da IEA, a continuidade dos ataques dos Estados Unidos ao Irã continua restringindo a disponibilidade de produtos, provocando a disparada dos preços dos combustíveis e deteriorando as perspectivas econômicas. Por isso, uma recuperação parcial, de 2 milhões de bpd, em 2027 deixará o consumo global de petróleo no próximo ano 620 mil barris diários abaixo dos níveis de 2025 — 0,6% menor.
Falando no diesel, os mercados globais do derivado de petróleo podem permanecer restritos até o próximo ano, com os altos preços resultantes impulsionando a inflação e prejudicando o crescimento econômico, destaca a IEA.
No mês passado, as exportações globais de diesel caíram 700 mil barris por dia em comparação com o mesmo período do ano anterior, informam Reuters e CNBC. Uma perda de 1,3 milhão de barris por dia provenientes da Rússia e do Oriente Médio foi “apenas parcialmente compensada por um aumento na oferta de outras fontes”, afirmou a agência.
Embora os preços mais altos tenham enfraquecido a demanda por petróleo de forma mais ampla, a IEA afirmou que “a demanda por diesel, relativamente inelástica em relação ao preço, permaneceu forte”, apoiada por medidas governamentais destinadas a aliviar os altos preços para os consumidores.
Contudo, em meio à crescente crise econômica, algumas refinarias ocidentais que transformam petróleo bruto em combustíveis estão se preparando para o seu grande momento. A escassez global que levou a preços elevados nos postos de gasolina do Reino Unido e de outros países da Europa deve lhes proporcionar lucros recordes, destaca o Guardian.
Quanto à oferta global de petróleo, ela aumentou 2,5 milhões de barris por dia em setembro, atingindo 102,3 milhões de bpd, impulsionada pelos produtores do Golfo, informa a agência. Os ganhos da OPEP+ de 2,1 milhões de barris diários foram liderados pela Arábia Saudita, enquanto os Emirados Árabes Unidos impulsionaram os aumentos de países não pertencentes à OPEP+.
Contudo, os novos ataques no Golfo Pérsico tornam a recuperação frágil. Assim, a oferta de petróleo deverá registrar uma queda média anual de 5,8 milhões de barris por dia neste ano, para 100,7 milhões de bpd, antes de reverter a tendência e subir 7,7 milhões de bpd em 2027, projeta a IEA.
Independent, Oil and Gas Journal e Financial Times também repercutiram o novo relatório da IEA sobre o mercado de petróleo.




