Ainda considerados caros, especialmente para a população de renda mais baixa, os atendimentos e serviços na área de saúde mental oferecidos pelo SUS ou por clínicas de baixo custo e instituições de ensino têm sido uma importante ferramenta para quem precisa de ajuda.

O SUS, Sistema Único de Saúde, oferece atendimento por meio da Rede de Atenção Psicossocial, com uma série de serviços para quem está em sofrimento emocional ou enfrenta problemas como o uso prejudicial de álcool e outras drogas.
O objetivo é garantir acesso, atenção integral e tratamento contínuo, respeitando os direitos humanos e a autonomia das pessoas, combatendo o preconceito e promovendo a equidade.
O atendimento é realizado por profissionais como médicos, psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros e terapeutas ocupacionais.
Lidiane Silva é psiquiatra do SUS e explica alguns caminhos gratuitos que podem ser acionados.
“O SUS oferta suporte essencial através das unidades básicas de saúde, que fazem o primeiro acolhimento. Casos moderados a graves são encaminhados para o CAPS. Em momentos de crise aguda ou risco iminente, as UPAs e prontos socorros devem ser acionadas. Também vale lembrar do CVV, que é o Centro de Valorização à Vida, pelo telefone 188, que oferece escuta gratuita e sigilosa por 24 horas por dia”.
A assistente administrativa Fabiana Moreira começou a ter ansiedade, crises de choro e uma grande irritação. Ela buscou o atendimento na rede pública de saúde mental e conta como foi o andamento do pedido.
“O encaminhamento pro acompanhamento pelo SUS não foi difícil no meu caso, por eu já fazer um acompanhamento em algumas especialidades, né? Por um tratamento de uma doença crônica. O próprio profissional que me acompanha me fez o encaminhamento. Então eu consegui em março agendar para agosto”.
Para ela, o atendimento com um profissional de saúde mental é de grande importância, pois ajuda a lidar melhor com as emoções.
“Acompanhamento com profissional ele é muito importante. Quando a gente está com crise de ansiedade, com depressão, é tudo muito grande, né? E qualquer probleminha, qualquer imprevisto, o nosso cérebro já processa de uma forma muito grande. O profissional, ele vai saber conduzir a gente de uma maneira para entender que nem tudo é tão grande, que nem tudo é tão intenso”.
Outra forma gratuita ou de baixo custo de acesso ao atendimento em saúde mental são os serviços ofertados por universidades particulares. Beatriz Brandão, psicóloga e professora da Universidade Católica de Brasília, explica como funciona o atendimento na instituição.
“Os atendimentos na Universidade Católica, eles acontecem de forma gratuita, são disponibilizados para a população. Todo o início de semestre, a gente faz a divulgação das vagas. As vagas são definidas a partir das modalidades de estágio que vão ser oferecidos naquele semestre. A maior procura acontece pelos atendimentos clínicos individuais, mas a gente também disponibiliza atendimentos para casal, para família, para pessoas em situação de vulnerabilidade”.
No Brasil, os direitos e a proteção das pessoas com problemas de saúde mental são regulamentados por lei e garantidos na Constituição Federal. O atendimento deve ser realizado sem qualquer forma de discriminação.
Com produção de Ligya Maria, da Rádio Nacional no RJ, Carolina Pessôa
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