As altas temperaturas na região de Paris estão dificultando o combate ao fogo na floresta de Fontainebleau, ao sul da capital francesa. Centenas de bombeiros seguem lutando contra as chamas, que já consumiram quase 2 mil hectares da reserva florestal reconhecida pela UNESCO. Cerca de mil pessoas foram retiradas por conta do risco do fogo avançar sobre áreas habitadas.
Segundo a Reuters, dois focos de incêndio ainda estavam ativos na 3ª feira (14/7) em Fontainebleau. Apesar do calor, que persiste em boa parte da França e da Europa Ocidental, as condições de vento se enfraqueceram ao longo do dia, facilitando o trabalho dos bombeiros. No final da tarde, as autoridades francesas consideraram os incêndios como controlados.
O ministro francês do Interior, Laurent Núñez, confirmou que seis pessoas foram presas sob suspeita de conexão com os incêndios em Fontainebleau. De acordo com o jornal Le Monde, o governo francês acredita que o fogo pode ter sido provocado deliberadamente. Um bombeiro voluntário também foi detido e, segundo um promotor regional, teria confessado participação no ato.
“Os trechos da floresta que foram devastados pelo fogo estão entre os mais majestosos, com vistas verdadeiramente sublimes”, afirmou uma moradora de Bourron-Marlotte, a cerca de 10 km do principal foco de incêndio em Fontainebleau, à AFP. “A floresta nunca mais será a mesma”. Associated Press e DW, entre outros, deram mais detalhes sobre o fogo na região de Paris.
Do outro lado do Canal da Mancha, o Reino Unido também sofre com vários focos de incêndios provocados e/ou intensificados pelas altas temperaturas. Segundo o presidente do Conselho Nacional dos Chefes de Bombeiros, os brigadistas estão sob “pressão extrema”, com o trabalho de combate ao fogo dificultado pelo calor e pela baixa expectativa de chuva nos próximos dias. Cerca de 19 focos de fogo permaneciam ativos no Reino Unido ontem, especialmente no País de Gales e na Inglaterra.
“Esta onda de calor em curso é a mais abrangente que o Reino Unido já experimentou. Já tivemos muitos incêndios em certas regiões no passado, mas nunca vimos incêndios ocorrendo por todo o país dessa forma”, comentou Claire Belcher, diretora do Laboratório de Incêndios Florestais da Universidade de Exeter, ao Guardian. A BBC também repercutiu a situação do fogo no Reino Unido.





