Apesar de metas insuficientes, China projeta liderança climática global em NY

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Apesar de metas insuficientes, China projeta liderança climática global em NY

Cercadas de grande expectativa, as metas climáticas anunciadas pela China na 4ª feira (24/9) foram um balde de água fria diante da urgência de se acelerar o combate às mudanças do clima. Mas há quem veja o lado “meio cheio” do copo climático chinês. Sobretudo por causa dos sinais dados nesta semana na cúpula climática da ONU por outros grandes emissores de gases de efeito estufa.

O maior incentivador,, por paradoxal que pareça, à liderança climática da China é o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O NY Times destacou a ausência do país no encontro onde a China e outros países anunciaram seus compromissos de redução de emissões. Sem falar no show de horrores negacionistas do “agente laranja” em seu discurso na Assembleia Geral.

A União Europeia não fugiu do debate. Criticou a pouca ambição da NDC chinesa, informam Reuters e Euractiv. Mas deixou um vácuo para quem esperava sua meta climática em Nova York. O bloco continua batendo cabeça nessa definição, que já foi jogada para outubro. Para o Climate Home, o vacilo da UE e as metas fracas da China ameaçam o cumprimento do Acordo de Paris.

O Down to Earth lembra que o anúncio chinês de uma meta absoluta de redução de emissões é inédito para o país, o que é positivo. Antes, a China se concentrava em metas de intensidade, similar a outras economias emergentes, como a Índia. Ainda assim, o compromisso decepciona vindo de um país que tem poder tecnológico e financeiro para buscar caminhos de baixo carbono.

O ineditismo da NDC chinesa também é destacado por Antony Currie na Reuters. Mas, em vez de frustração com os percentuais, ele acredita que a timidez no papel deverá ser facilmente superada na prática do país asiático.

“As esperanças de que a China se posicionasse como líder no combate ao aquecimento global pareceram ser abaladas quando Xi disse que o país reduziria suas emissões em míseros 7% a 10% (em relação ao pico, que analistas projetam que deverá ocorrer até 2030). Mas isso parece um caso claro de promessas conscientemente insuficientes para entregar mais”, avaliou. A ver.

Reuters, Bloomberg, Axios e Reuters também repercutiram as metas climáticas chinesas.