Estudo: ação climática pode salvar metade das geleiras do mundo

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Estudo: ação climática pode salvar metade das geleiras do mundo

Um estudo publicado na revista Science alerta que mais de três quartos das geleiras do mundo podem desaparecer se as mudanças climáticas continuarem sem controle. Essa perda acelerada elevaria o nível do mar e ameaçaria o abastecimento de água para bilhões de pessoas. A pesquisa, que combinou oito modelos glaciais, mostra que cada fração de grau no aumento da temperatura global agrava significativamente o derretimento.  

Sob as políticas climáticas atuais, o planeta pode aquecer 2,7°C até 2100, levando à perda de 76% da massa glacial nos próximos séculos. No entanto, se o aquecimento for limitado a 1,5°C, como prevê o Acordo de Paris, 54% das geleiras poderiam ser preservadas.

Como informou o Guardian, quase 40% das geleiras já estão condenadas a desaparecer devido às emissões históricas de combustíveis fósseis. Se o mundo atingir 2,7°C de aquecimento, esse número subirá para 75%. A perda massiva de gelo aumentaria o nível do mar, ameaçando comunidades costeiras e afetando bilhões de pessoas que dependem das geleiras para água potável e irrigação.  

Apesar do cenário preocupante, os autores do estudo veem uma “mensagem de esperança”. Ações climáticas decisivas, como a redução rápida das emissões, ainda podem salvar metade das geleiras remanescentes. Exemplos recentes, como o colapso da geleira Birch na Suíça, mostram os riscos imediatos, mas também destacam a necessidade de diferenciar entre eventos naturais e os agravados pelo aquecimento global.  

As geleiras são vitais para ecossistemas, agricultura e economias locais, especialmente em regiões montanhosas. Seu desaparecimento afetaria não apenas o clima, mas também culturas e meios de subsistência. 

Por fim, a  pesquisa serve como um alerta global: a ação climática imediata pode evitar a perda irreversível de geleiras e seus efeitos catastróficos. Enquanto parte do derretimento já é inevitável, reduzir emissões ainda pode preservar grande parte dessas reservas críticas de água e estabilizar ecossistemas vulneráveis. O tempo para agir, no entanto, está se esgotando.

NY Times, AFP, Associated Press, Folha, Deutsche Welle, entre outros, trataram do estudo que dá esperanças para as geleiras.