A retenção de valores por parte da credenciadora de pagamentos ADIQ Instituição de Pagamento S.A. tem causado sérios impactos no setor de combustíveis em várias regiões do Brasil, incluindo o Tocantins. A situação envolve aproximadamente R$ 450 milhões de transações realizadas através da subadquirente I9Pay, afetando mais de 2.600 empresas de diferentes setores.

No estado do Tocantins, pelo menos 15 postos de combustíveis associados ao Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Tocantins (Sindiposto-TO) relataram prejuízos que colocam suas operações em risco. Wilber Silvano de Souza Filho, presidente do sindicato, ressaltou a gravidade da situação:
“Estamos acompanhando de perto esse caso e trabalhando com outras entidades para pressionar pela devolução dos valores e por medidas que fortaleçam a segurança no sistema de pagamentos.”
Dificuldades no interior do Tocantins
Pequenos empresários em cidades como Pedro Afonso enfrentam desafios adicionais. Patys Garrety da Costa Franco, proprietário de um posto na região, relatou que os bloqueios financeiros o obrigaram a suspender vendas a prazo, comprometendo o atendimento aos clientes e o pagamento de fornecedores.
“Fiquei dias sem combustível porque não tinha como pagar à vista para as distribuidoras. Além disso, precisei recorrer a empréstimos com juros altos para continuar operando”, desabafou Patys.
Operação Concierge e a origem do problema
A crise teve início com bloqueios judiciais determinados no âmbito da Operação Concierge, deflagrada pela Polícia Federal para investigar esquemas de lavagem de dinheiro. A medida afetou diretamente a I9Pay e seus clientes, mas, mesmo após a Justiça determinar o desbloqueio e a devolução dos valores, empresários ainda aguardam o repasse.
De acordo com o Sindiposto-TO, os bloqueios e a demora na liberação colocam em risco a sobrevivência de muitos negócios, agravando os custos operacionais em um período já marcado por altas taxas de juros e instabilidade econômica.
Fonte: Sou de Palmas





