Ao todo 40 policiais participam da operação, que também cumpriu cinco medidas cautelares diversas da prisão. Um dos alvos de busca é uma empresa de leilão de veículos para onde os automóveis apreendidos são levados.
Há suspeita de que funcionários do local estariam extraviando carros e motocicletas para a venda. A empresa Sancar Leilões afirmou em nota ser a principal vítima e a maior interessada no desfecho da operação.
A empresa afirma ter solicitado o auxílio da Polícia Civil após se deparar com situações de veículos que não foram localizados no interior do pátio, durante o levantamento e balanço interno. Também afirmou que é “a principal vítima e a maior interessada no desfecho da operação (veja nota completa abaixo).

Polícia cumpre mandados contra suspeitos de venda de veículos apreendidos
Um dos casos apurados pela polícia foi de uma técnica de enfermagem que foi atropelada por um caminhão. Após a morte dela, a motocicleta foi apreendida pela polícia e levada para o pátio da empresa, mas funcionários teriam vendido o veículo para um morador de São Geraldo (PA).
Operação cumpriu mandados no pátio de operação — Foto: Claudemir Macedo/TV Anhanguera
Íntegra da nota da Sancar
SANCAR GESTÃO EMPRESARIAL E LOGÍSTICA DE VEÍCULOS LTDA, empresa concessionária dos serviços de guarda e remoção de veículos retidos por medidas administrativas de trânsito no estado do Tocantins, vem a público prestar esclarecimentos sobre a operação “El Lobo”, deflagrada pela Polícia Civil de Araguaína, na forma em que segue:
A empresa Sancar passou a ter conhecimento de que estava sendo vítima da subtração de veículos que estavam sob sua guarda, se deparando com situações onde veículos que deveriam estar retidos no pátio eram abordados novamente pelas autoridades de trânsito, circulando nas ruas sem que tivessem regularizado suas pendências, nem tampouco realizado o procedimento de liberação junto a empresa. Da mesma forma, também nos deparamos com situações de veículos que não foram localizados no interior do pátio ao fazermos o levantamento e balanço interno.
Diante desses fatos a empresa Sancar solicitou o auxílio da Policia Civil, fornecendo informações essenciais para a investigação, com o intuito de que se possa desvendar o modo com que essas subtrações estariam acontecendo, levando ainda em consideração a possibilidade de envolvimento de pessoas do nosso quadro de funcionário ou prestadores de serviço.
As poucas informações que temos até o momento nos traz surpresa pela gravidade do esquema que supostamente foi implantado dentro da empresa, como também nos traz o alivio e a certeza que os desdobramentos desta operação colocarão fim as condutas criminosas que acarretam danos materiais e abala a imagem da empresa Sancar.
Importante frisar que a empresa Sancar é a principal VÍTIMA e a maior interessada no desfecho desta operação, colaborando ativamente com as autoridades competentes, contribuindo para o desenvolvimento da operação que visa combater atos ilícitos que afetam a segurança e o bem-estar da sociedade. Reafirmamos nosso compromisso com a justiça, a legalidade e a transparência, mantendo nossas operações pautadas no cumprimento da lei e na preservação da ordem pública.
Agradecemos às autoridades envolvidas pela rápida resposta e seguimos à disposição para colaborar com as investigações e garantir a segurança de todos.
Polícia Civil cumpre mandados de busca em Araguaína — Foto: Reprodução





