Jovem fica em coma, perde memória e esquece da família após atropelar animal solto em pista:

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Jovem fica em coma, perde memória e esquece da família após atropelar animal solto em pista:

André Rosário passou 39 dias internado no Hospital Regional de Araguaína. Acidentes envolvendo animais soltos na pista cresceram 9% no estado.


Cresce o número de acidentes de trânsito com animais em rodovias do norte do TO

Cresce o número de acidentes de trânsito com animais em rodovias do norte do TO

O auxiliar de rede André Rosário, de 28 anos, passou mais de um mês hospitalizado e chegou a perder memória após colidir em um animal solto na pista da BR-153, em Araguaína. Ele é uma vítima de acidentes de trânsito causados por animais no Tocantins. Em 2024 esse tipo de ocorrência aumentou 9%, conforme levantamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

“No momento da pancada eu já fiquei em coma. Não lembro do momento do acidente, mas lembro daquele dia, horas antes do acontecido. A recuperação foi muito, muito difícil, recuperar a memória, lembrar das pessoas, lembrar da minha família”, comenta André.

Por conta das complicações do acidente André, que na época do acidente tinha 21 anos, ficou 18 dias em coma. “Inicialmente, quando estava internado, perdi o movimento do braço e da perna esquerda, só que com o tempo, no hospital mesmo, eu consegui retomar os movimentos dos dois membros.”

O responsável pelo animal não foi localizado pela polícia. Sete anos após o acidente, André considera que houve melhora na sinalização das vias, mas os problemas persistem.

“Mudou um pouco no que diz respeito a pavimentação e um pouco na sinalização, mas fiscalização desse tipo de ato [animais na pista] não houve nenhuma mudança”, diz.

André Rosário perdeu a memória após acidente de motocicleta em Araguaína. — Foto: Acervo Pessoal

De janeiro a agosto deste ano foram registrados 12 acidentes envolvendo animais encontrados às margens da BR-153 em todo o estado. Em nenhum dos casos, o proprietário do animal foi identificado.

A PRF alerta para os riscos de animais soltos de forma incorreta, principalmente às margens de rodovias que são via de acesso de veículos pesados. Os proprietários de animais soltos podem ser penalizados e responder pelos danos causados.

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