Os militares também podem atuar em outras áreas críticas do estado em apoio a Defesa Civil e Corpo de Bombeiros. A equipe disponibilizada pelo Exército é treinada para combate incêndios florestais incluindo técnicas de primeiros socorros e uso de equipamentos especializados.
Incêndio ameaça indígenas na Ilha
Fumaça das queimadas na Ilha do Bananal — Foto: Wapoxire Tuxi Silva Ãwa
Um dos maiores desafios da força-tarefa é a temperatura e baixa umidade do ar.
“Os ventos estão mais fortes, a temperatura mais alta, a umidade do ar. A gente teve dias aqui na região com menos de 10% de umidade. Então tudo isso contribui para que o comportamento do fogo fique mais extremo e a vegetação mais suscetível à passagem do fogo”, disse o coordenador da força-tarefa que atua na Ilha do Bananal, Bruno Cambraia.

Fogo ameaça aldeias indígenas na Ilha do Bananal
Pirarucus na Ilha
Lamaçal abrigava peizes que resistiam ao calor — Foto: Ana Paula Rehbein/TV Anhanguera
Para o resgate um tanque foi improvisado na carroceria de uma caminhonete que transportou os peixes até o rio mais próximo que não secou. Cada pirarucu pesa até 15 quilos e serve de base para o sustento das comunidades na maior ilha de água doce do mundo. O resgate começou no dia 3 de setembro.
Aumento das queimadas no TO
Neste ano, entre o dia 1º de janeiro a 13 de setembro, o Tocantins registrou 12.378 focos de incêndio, mais que o dobro se comparado ao mesmo período do ano passado em que foram contabilizados 6.038 focos. Os municípios que mais tiveram queimadas em setembro foram Lagoa da Confusão (642), Pium (394), Formoso do Araguaia (326), Rio Sono (215) e Goiatins (163).
Por causa do aumento dos incêndios, o Governo do Tocantins decretou situação de emergência de 180 dias e e a Prefeitura de Lagoa da Confusão declarou emergência por 90 dias.



