Nas imagens é possível ver grandes nuvens de fumaça brancas e cinzas. O fogo atinge as proximidades da Serra do Espírito Santo e por isso as visitações foram proibidas desde a última quarta-feira (4). Outros pontos turísticos seguem abertos.
Queimadas formam cortina de fumaça nas Dunas do Jalapão — Foto: Ana Paula Rehbein/TV Anhanguera
Em entrevista à TV Anhanguera, a supervisora do Parque Estadual, Vaneça Ribeiro Corado, informou que o foco inicial nas Dunas iniciou na última quarta-feira (4) pela manhã, mas devido as condições climáticas – vento forte e tempo seco – não foi possível fazer o controle.
“São áreas próximas à propriedades particulares então acredito que [alguém] colocou fogo para manejar uma pequena área e esse fogo abriu acidentalmente e ganhou uma propagação. Ás 11h30 a gente identificou nas imagens de satélite. Uma brigada estava fazendo ronda, viu o foco, mas não conseguiu controlar por causa do vento e calor, que fez o fogo propagar”, explicou.

Dunas do Jalapão estão com visitas suspensas por causa de focos queimadas
Segundo a Vaneça, há indícios de que o incêndio tenha sido premeditado, mas a causa ainda será investigada.
“O Tocantins vem adotando o manejo integrado do fogo. O Parque ele vem manejando áreas, porém esta área próxima das Dunas, que fica próxima do atrativo, não é manejado por questões de segurança e nunca tinha acontecido um acidente, digamos. Tudo indica que foi algo bem premeditado, porque foi algo próximo, esse fogo subiu no platô da Serra do Espírito Santo e desceu até esses vales das Dunas”, disse.
Fogo atinge vegetação ao redor das Dunas do Jalapão — Foto: Ana Paula Rehbein/TV Anhanguera
Outras queimadas também foram identificadas em outros pontos turísticos no Jalapão, mas já foram controlados. “Já tivemos focos em outros atrativos como a Cachoeira do Formiga, mas foi um foco distante e a brigada já extinguiu”, contou a supervisora.
O chefe da brigada no Parque, Claudemir Ribeiro de Sousa, informou que o combate às chamas é feito com uso de abafadores, bomba costal e sopradores. Por causa dos ventos e condições climáticas, as ações são feitas pela manhã, pausam no meio-dia durante o período mais quente do dia e voltam pela tarde, por voltas das 16h, até o início da noite.
Pontos turísticos tomados pelo fogo

Vídeos mostram vegetação em chamas em ponto turístico das Serras Gerais
Ainda não há informações sobre o que teria iniciado o incêndio, mas o município de Rio da Conceição informou que deve investigar o caso.
Segundo o Secretário de Meio Ambiente de Rio da Conceição, Diogenes Pereira Batista, como a área atingida faz parte do cerrado, a recuperação da vegetação geralmente é mais rápida. “Graças a Deus, o cerrado tem um autopoder de recuperação, em até 30 dias os brotos começam a sair e já o capim natural, a média é de 15 dias para recuperação”, explicou Diogenes.
Nesta quinta-feira (5) os bombeiros informaram que também foram chamados na região de Rio Azuis, nas Serras Gerais, para conter incêndios. Eles iniciaram o combate às chamas na madrugada, por volta de 1h e continuam monitorando o local.



