Mãe de duas filhas adotivas diz que amor não tem distinção:

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Mãe de duas filhas adotivas diz que amor não tem distinção:

A adoção é uma das mais puras demonstrações de amor que alguém pode fazer. A professora Luzia Borges adotou Mariana quando ainda era bebê e Maria Fernanda, com 8 anos de idade. No caso de Maria, a família ainda aguarda confirmação judicial para oficializar, no papel, a relação mãe e filha. Segundo a professora, o amor de uma mãe adotiva e biológica não tem distinção.

“Eu nunca vou me arrepender porque o amor fala mais alto e eu não acredito que exista diferença do amor biológico para o amor de quem adota. Você adotou, você ama do mesmo jeito”, disse.

As adoções são feitas pela Vara de Infância e Junventude. Os pais deveM fazer um pré-cadastro e fornecer informações detalhadas sobre a família e sobre o perfil da criança que deseja adotar. E é justamente por causa desse perfil, que várias crianças com mais de três anos deixam de ser adotadas.

“É como se a nossa cultura dissesse, crianças maiores e adolescentes não são capazes de criar vínculos de amor com outra família a não ser a sua biológica. As crianças maiores e os adolescentes também têm esse direito. E eles são maioria, dentro do serviço de acolhimento, disponíveis para adoção, em busca desse ato de coração, esse ato de amor”, comentou a Ana Maria Mourão da Comissão Estadual Judiciária de Adoção.

Francisca Rodrigues (à esq) e Socorro Klous (à dir.) — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Além do papel, hà mães que adotam suas filhas de coração. No interior do estado, na cidade de Cristalândia, a comerciante Socorro Klons ganhou mais uma filha. Ela já tinha duas meninas e um menino, quando decidiu adotar Franciana Rodrigues.

“Chegando em Cristalândia, eu conheci a mãe da minha filha e me tornei amiga dela também. Eu tinha duas filhas pequenas e um menino, só que logo eu conheci ela [Franciana], que morava perto da minha casa. Ela quando era criança era amiga das minhas filhas, começaram a brincar e ficou junto com a gente até hoje”, contou Socorro.

E por influência de sua mãe adotiva, Franciana, que hoje é professora, também decidiu adotar. Assim como ela, a sobrinha ganhou um espaço na família de Socorro e veio para capital em busca de oportunidades.

“Ela me deu esse exemplo, que eu vou levar para vida. Eu trouxe a minha sobrinha para Palmas também. E minha sobrinha hoje é formada, graça a Deus, graças ao meu incentivo e ao incentivo dela [Socorro]”, contou a professora.

Desde a criação do sistema de adoção no Tocantins, 329 crianças foram reintegradas às suas famílias. Das 105 crianças que foram recebidas pelo serviço de acolhimento do estado, 15 estão disponíveis para adoção.

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