João Soares foi levado para a sede da Polícia Federal em Palmas — Foto: Wilton Medeiros/TV Anhanguera
Ele chegou ao aeroporto de Palmas em um voo da Polícia Federal e foi levado para a sede da PF, sob forte escolta policial. Ainda não há informação do local em que ele ficará preso. O g1 não conseguiu contato com a defesa dele.
João Soares Rocha é suspeito por chefiar rede internacional de tráfico de drogas — Foto: Reprodução
Vivia disfarçado
No depoimento, o suspeito disse à polícia que morava em dois endereços sendo um em Pedro Juan Caballero, no Paraguai e outro em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul.
Os policiais federais apreenderam três rifles, pistolas, munições, alvo para treino de tiro tático, dólares e aparelhos celulares.
Procurado pela Interpol
O nome dele estava na lista de procurados da Interpol. Contra ele havia dois mandados de prisão em aberto, um expedido pela 4ª Vara Federal da Seção Judiciária no Tocantins e pela 4ª Vara de Crimes Dolosos Contra a Vida do Tribunal de Justiça de Goiás.

Polícia apreende armas, munições e outros itens com suspeito de chefiar rede de tráfico
Operação Flak
João Soares da Rocha é dono de fazendas, aviões, postos de combustíveis e até um hangar. Segundo a PF, o grupo chefiado por ele utilizava pistas de pouso em Palmas e em Porto Nacional, no Tocantins, como ponto de apoio para movimentar as drogas.
Durante a investigação a polícia descobriu que o grupo comprava e adulterava aeronaves para transportar drogas no Brasil e em outros países.
As investigações indicam que a rota do transporte de drogas passava pelos países produtores (Colômbia e Bolívia), países intermediários (Venezuela, Honduras, Suriname e Guatemala) e países destinatários (Brasil, Estados Unidos e União Europeia). Pistas no Tocantins também eram usadas pelo grupo.
Também em 2018, a polícia conseguiu encontrar uma espécie de submarino improvisado no Suriname. A embarcação, que podia carregar entre 6 e 7 toneladas, poderia ser utilizada para levar drogas para Europa e África.
No ano seguinte o grupo foi alvo de uma megaoperação da Polícia Federal que fez 28 prisões e apreendeu 11 aeronaves. Durante as investigações da Flak deflagrada em fevereiro de 2019, a PF constatou que Joao, chegou a transportar nove toneladas de cocaína. 47 aviões ligados ao grupo dele foram apreendidos na época.




