Vaqueiro diz que encontrou corpo de jovem suspeito de assassinar mãe no portão de fazenda da família

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Vaqueiro diz que encontrou corpo de jovem suspeito de assassinar mãe no portão de fazenda da família

Ele e a mãe moravam em Paraíso do Tocantins. Em janeiro, a advogada foi internada com muitos ferimentos e a suspeita era de espancamento. O caso foi parar na polícia,q ue denunciou Guilherme, mas ela acabou morrendo no Hospital Geral de Palmas (HGP) no dia 24 de fevereiro.

Em entrevista à TV Anhanguera, o vaqueiro contou que havia combinado com Guilherme que o encontraria na propriedade, na zona rural de Barrolândia, bem cedo. Mas como o jovem não apareceu, ele voltou para cidade.

Mais tarde o vaqueiro tentou contato por telefone com Guilherme, mas ele não atendeu. Então resolveu voltar à fazenda. “Chegando lá, entramos e ele estava morto. Voltei para a rua e chamei a polícia”, disse.

Guilherme Otaviani foi encontrado do lado de fora da fazenda já sem vida — Foto: Divulgação/ Ana Paula Rehbein/TV Anhanguera

Segundo José Antônio, Guilherme estava caído perto de uma cancela, bem na entrada, mas que não quis mexer no corpo. “Não olhei direito, mas acho que era uns três tiros”, contou.

O homem disse também que conhecia a família há muitos anos e sempre prestava serviços à Lourdes. “Conheci o Guilherme ele tinha cinco anos. É da idade do meu menino e comecei a trabalhar desde o tempo do vô dele. É ruim a situação porque a mãe dele foi enterrada segunda-feira e essa noite acontecer isso com ele. Não sabe quem é”, lamentou.

Polícia Militar e a perícia estiveram na fazenda durante a manhã. O corpo dele foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Paraíso e passou por exames de necropsia na noite desta quinta-feira. Até o fim do dia nenhum parente havia se apresentado e as equipes tentavam localizar o pai de Guilherme.

O corpo de Guilherme apresentava marcas de tiros. A Polícia Militar informou que uma amiga dele estava na fazenda e disse que pessoas teriam invadido o local. Ela também relatou à PM que ouviu gritos e disparos de arma de fogo. Ninguém foi preso.

Advogada Lourdes Otaviani morre aos 71 anos. — Foto: Divulgação/ OAB

Entenda

A advogada Lourdes Otaviani morreu no dia 24 de fevereiro no Hospital Geral de Palmas (HGP), após ficar na UTI com ferimentos graves que indicaram violência doméstica. Guilherme era o principal suspeito. Ele chegou a ser indiciado pela Polícia Civil por lesão corporal grave antes da morte de Lourdes.

“Ficou apurado que a vítima apresentava sinais externos compatíveis com violência doméstica, não era compatível com ataque de um cão. Os outros elementos de prova que foram coletados na investigação demonstraram que o autor, o agressor, seria o próprio filho da vítima”, disse o delegado regional de Paraíso, Bruno Monteiro Baeza.

Lourdes deu entrada no hospital dia 12 de janeiro — Foto: Reprodução/ TV Anhanguera

A acompanhante de Lourdes disse aos policiais que a idosa foi até sua casa naquele mesmo dia pela manhã com machucados pelo corpo e em seguida o filho de Lourdes veio atrás da mãe, bastante alterado.

Por conta do estado emocional do filho, a mulher que prestou auxílio a Lourdes, pediu ajuda aos militares do Corpo de Bombeiros para levar a idosa para o hospital. Diante dessas informações, a polícia orientou que fosse feito um boletim de ocorrência para averiguar a situação de violência na Delegacia de Polícia Civil.

Segundo a Polícia Civil, Guilherme também era suspeito de envolvimento na morte da avó, em 2021. Nos dois casos, as vítimas foram espancadas e morreram no hospital.

A polícia e o Ministério Público (MPE) chegaram a pedir a prisão dele, mas o pedido foi negado pela juíza da vara criminal de Paraíso.

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