Perdas com desastres naturais na China em 2026 já somam US$ 30 bilhões 

0
15

O governo da China informou que as perdas decorrentes de desastres naturais nos primeiros nove meses do ano chegaram a cerca de US$ 30 bilhões (R$ 150 bilhões). O país sofreu uma sucessão de desastres climáticos, como a passagem de vários tufões, que causaram inundações e deslizamentos de terra no sul e no leste. Já no Tibete, o colapso de uma geleira causou fortes enxurradas que destruíram casas e mataram mais de 560 pessoas, com os maiores danos ocorrendo no vizinho Nepal, que contabilizou 1,4 mil mortes e 5 mil desaparecidos.

Segundo a Reuters, as perdas até setembro foram 8% menores que os US$ 32 bilhões (R$ 160 bilhões) registrados no mesmo período no ano passado. Mas a intensidade dos desastres e a frequência maior surpreenderam as autoridades — além de terem sido mais letais. No total, 1.162 pessoas morreram ou foram dadas como desaparecidas por conta de desastres naturais de janeiro a setembro, ante 742 registradas no mesmo período em 2025.

Os danos materiais e as perdas econômicas ficaram concentrados nas províncias do leste da China. Já a maior parte das mortes e desaparecimentos se deu por acidentes geológicos, que incluem deslizamentos de terra e lama provocados pelas chuvas. Os tufões, por sua vez, causaram a maior quantidade de danos financeiros diretos, segundo números do Ministério da Gestão chinês.

A temporada de tufões foi bastante ativa neste ano. Ao todo, 26 tufões foram registrados na bacia do Pacífico Noroeste e no Mar da China Meridional até setembro, e sete deles atingiram a costa chinesa, números acima da média histórica. Mais de 5 milhões de pessoas foram forçadas a se deslocar ou buscar abrigo emergencial em todo o país.

InfoMoney e Vero Notícias também repercutiram a notícia.