Entenda por que o Tocantins pode entrar na rota do urânio brasileiro

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Entenda por que o Tocantins pode entrar na rota do urânio brasileiro


Urânio
Divulgação/INB
O Tocantins está entre os estados que podem ganhar espaço nos planos de expansão da produção de urânio no Brasil. Isso porque uma área localizada em Arraias, no sudeste do estado, integra o conjunto de regiões incluídas no Programa Pró-Urânio, iniciativa que busca ampliar a pesquisa e a exploração do minério no país.
A oferta de parceria da Indústrias Nucleares do Brasil (INB) contempla áreas localizadas em cinco províncias minerais brasileiras. Entre elas está a província mineral Rio Preto, que abrange os municípios de Cavalcante e Colinas do Sul, em Goiás, e Arraias, no Tocantins.
As demais áreas ficam em Amorinópolis e Iporá, em Goiás; São José de Espinharas, na Paraíba; Sapoema, no Paraná; e Caetité, na Bahia.
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O Consórcio VGLHH venceu a concorrência promovida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e terá até o segundo trimestre de 2027 para apresentar propostas de cenários e alternativas para os modelos de negócio que poderão ser adotados. Também será responsável por elaborar os estudos que vão orientar futuras parcerias entre o setor público e a iniciativa privada para a exploração sustentável de urânio.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Minerais de Arraias, informou que tem conhecimento básico sobre o programa Pró-Urânio do Governo Federal, porém, não houve nenhuma procura do governo, mineradoras e quaisquer outros interessados. Da mesma forma, também não houve solicitações formais de certidões de uso do solo e autorização ambiental para este tipo de minério, até o momento.
Programa Pró-Urânio
Lançado em 2024, o Programa Pró-Urânio tem como objetivo aumentar a produção nacional do minério e incentivar a pesquisa e a lavra de novas jazidas.
Segundo a INB, os estudos devem buscar uma fórmula capaz de atrair investidores para a pesquisa mineral e, ao mesmo tempo, preservar o papel estratégico da estatal, responsável pelo monopólio da União sobre a atividade. A proposta é criar condições que permitam novos investimentos na produção nacional de urânio.
Após a conclusão dos estudos, a INB e a ENBPar escolherão o modelo considerado mais adequado para a formação das parcerias. Na etapa seguinte, o projeto prevê interação com investidores para viabilizar os formatos selecionados.
A expansão busca garantir o abastecimento de combustível para as usinas nucleares Angra 1 e Angra 2, reduzir a dependência externa em etapas consideradas estratégicas do ciclo do combustível nuclear e criar condições para a exportação desse combustível no futuro.
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