Panamá declara estado de emergência para lidar com efeitos do “Super El Niño”

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Panamá declara estado de emergência para lidar com efeitos do “Super El Niño”

O Panamá declarou estado de emergência na 3ª feira (25/8) para lidar com as fortes chuvas e a seca associadas ao El Niño, que caminha para atingir a categoria “muito forte” no próximo mês. Com isso, o governo panamenho espera agilizar os processos burocráticos para lidar com as consequências do que se espera ser o El Niño mais intenso já registrado.

Uma das medidas envolve o Canal do Panamá, a estratégica hidrovia que liga os oceanos Atlântico e Pacífico. A partir de 3 de setembro, o tráfego de navios no canal será reduzido de 36 para 34 navios, e, posteriormente, para 32 doze dias depois, segundo a Autoridade do Canal do Panamá (ACP).

A região do canal enfrenta uma estiagem severa, destaca o MetSul. Entre maio e agosto, o volume de chuva na bacia hidrográfica do canal ficou 34% abaixo da média histórica. Segundo a administração da via, a influência do El Niño pode agravar ainda mais o déficit de precipitação.

A restrição, que se iniciará no mês que vem, ocorre após outras medidas adotadas para economizar água, incluindo a redução do calado máximo permitido para os maiores navios. Em 2023, durante uma seca ainda mais severa – e em um ano em que também ocorreu um El Niño -, o número de travessias chegou a ser reduzido de 38 para apenas 22 por dia.

O Canal do Panamá responde por cerca de 5% do comércio marítimo mundial e por aproximadamente 40% do tráfego de contêineres dos Estados Unidos. Além dos EUA, estão entre os principais usuários da hidrovia a China, Japão, Chile e Coreia do Sul.

O Globo, Carta Capital e Público também noticiaram a decisão do governo do Panamá de decretar estado de emergência por causa do El Niño.