Itália entra em alerta máximo devido ao calor no sul e no centro da Europa

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Itália entra em alerta máximo devido ao calor no sul e no centro da Europa

O calor extremo avança na Europa Central e do Sul e afeta mais países. A Itália tomou uma medida sem precedentes e colocou as suas principais cidades no nível máximo de alerta de saúde devido às altas temperaturas na 5ª feira (6/8). A Áustria vem registrando recordes históricos de temperatura. Na Albânia e na Bulgária, bombeiros tentam apagar incêndios florestais no sul dos países. E a seca histórica do rio Danúbio obrigou Hungria e Romênia a paralisar suas usinas nucleares por falta de água para resfriamento e a racionar energia elétrica.

A Itália está acostumada a verões quentes, mas o alerta vermelho emitido pelo Ministério da Saúde do país abrangia 27 grandes cidades, desde Palermo, na Sicília, no sul, até Bolzano, na região montanhosa do norte, informam o Guardian e a Euronews. O alerta indicava uma potencial emergência de saúde pública, com altas temperaturas prolongadas representando um sério risco à saúde de toda a população, destaca a Reuters.

Na Áustria, as temperaturas em Viena atingiram 41°C na 3ª feira (4/8), um recorde para o país, de acordo com o instituto meteorológico GeoSphere Austria, informa a Euractiv. Dois dias depois, a temperatura chegou a 41,2°C na cidade austríaca de Bad Deutsch-Altenburg, perto da fronteira com a Eslováquia, segundo a CBS e a Reuters.

As chamas também continuam implacáveis no centro-sul europeu. A Bulgária foi o mais recente país da União Europeia a ser atingido por um incêndio florestal. A principal rodovia da Trácia foi fechada nos dois sentidos ontem, depois que o vento espalhou as chamas de um enorme incêndio a cerca de 70 km a sudeste da capital, Sófia.

Na Albânia, os serviços de emergência combatiam um incêndio florestal na região de Mallakaster, no sul do país, que obrigou a evacuação de 15 famílias. Os esforços para conter outro incêndio, provavelmente causado por um raio, continuaram em um terreno rochoso e montanhoso ao sul da cidade de Gjirokastër.

Já a Hungria e a Romênia enfrentam problemas de abastecimento de energia. Os dois países tiveram de desligar reatores nucleares por falta de água para resfriamento, por causa da seca histórica do rio Danúbio. Apesar disso, o primeiro-ministro da Hungria, Péter Magyar, disse estar otimista de que a usina nuclear de Paks poderá ser reativada em breve, à medida que o nível da água no Danúbio sobe gradualmente, relata a Euronews.