Meteorologistas estão acompanhando a formação de um “ciclone-bomba” na costa sul do Brasil, entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul, que deve provocar mais instabilidade climática nos próximos dias. O sistema pode provocar mais tempestades sobre o território gaúcho, com risco de forte ventania em uma faixa que vai de Santa Catarina a São Paulo, com reflexos no Mato Grosso do Sul.
A Defesa Civil nacional alertou que a Região Sul deve ser a mais afetada, com destaque para o RS. Pelo menos até esta 6ª feira (7/8), a chuva poderá superar 100 mm por dia no estado, com ventos superiores a 100 km/h e queda de granizo. Ainda há chance de temporais em áreas de Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul, além de vendaval no litoral de São Paulo e nos estados do Sul.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) colocou o centro-sul do RS sob aviso vermelho de grande perigo de tempestades. Além disso, outras áreas do estado, bem como o centro-oeste de Santa Catarina, o oeste e o sul do Paraná, o sul do Mato Grosso do Sul e o litoral sul de São Paulo, estão sob aviso laranja de perigo por tempestades e vendavais, informam CNN Brasil, Estadão, g1 e O Globo.
Até o final da tarde de ontem (6/8), as condições atmosféricas indicavam a possibilidade de bombogênese, processo de rápida intensificação de um sistema de baixa pressão. A formação do ciclone-bomba, além do choque da frente fria associado à massa de ar quente que cobre boa parte do Sudeste, deve intensificar o risco de ventos fortes.
O Globo destaca que o ciclone-bomba é um fenômeno difícil de prever, apesar de ter um potencial de destruição maior do que o de outras categorias desse fenômeno meteorológico. A previsibilidade de um ciclone é mais comum, mas sua intensidade depende de outros fatores, o que dificulta projeções mais precisas.
“Esse ciclone tem essa região de baixa pressão, e a parte nordeste dele no mapa é onde há a transição entre a massa de ar frio e a massa de ar quente. É uma zona de transição com contraste de temperatura muito intenso e um contraste de pressão também intenso. E um ciclone-bomba ocorre justamente quando existe esse contraste mais acentuado”, explicou Micael Cecchini, professor da Universidade de São Paulo (USP).
Em São Paulo, a Defesa Civil instalou um gabinete de crise para acompanhar os efeitos do ciclone. Os ventos devem atingir a capital paulista com até 60 km/h hoje, mas a intensidade deve aumentar no sábado, quando poderão alcançar até 100 km/h. Folha e g1 deram mais detalhes sobre a preparação das autoridades paulistas.
Segundo a Folha, a distribuidora de energia Enel também acionou seu plano de contingência para eventos climáticos. A empresa, que falhou muito em restabelecer o fornecimento de eletricidade em eventos climáticos anteriores, anunciou reforço às equipes operacionais e aos canais de atendimento ao cliente para eventuais ocorrências.
Band, BBC Brasil, Correio Braziliense, Exame, GZH, Metrópoles, Poder360 e SBT também atualizaram a situação do ciclone-bomba e as previsões do tempo no Sul e no Sudeste.





