Com a nova escalada dos preços do petróleo, causada pela volta dos ataques dos Estados Unidos ao Irã no Oriente Médio, o governo federal pisou no freio na retirada de benefícios aos combustíveis fósseis. Assim, a retirada parcial ou total do subsídio à gasolina, prevista para esta semana, foi adiada.
“O petróleo voltou a subir para US$ 80 e aí temos que adotar com cautela a retirada de subsídio”, disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan, à Rádio Gaúcha. “Esta semana eu iria anunciar a retirada da gasolina, [mas] vou analisar a retirada na próxima semana, porque o preço da gasolina já está com um impacto diferente [do] que eu estava prevendo”, completou.
Em maio, o governo anunciou o subsídio à gasolina importada ou produzida no Brasil. Inicialmente a medida tinha previsão de durar dois meses, para conter os efeitos da guerra nos preços do petróleo. O valor do subsídio é de R$ 0,44 por litro de gasolina, informa o g1.
Além da manutenção do subsídio, o Comitê de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) decidiu que o imposto de exportação sobre petróleo, atualmente fixado em 12%, será mantido por mais 60 dias, informam Folha e Revista Fórum. O imposto foi criado para compensar o corte de impostos federais no diesel, outra medida tomada para mitigar a alta de preços causada pelo conflito no Oriente Médio.
No dia 1º de julho, com os preços do petróleo em níveis similares aos registrados antes do início da guerra, em 28 de fevereiro, o governo retirou a subvenção de R$ 0,35 por litro de diesel. No mesmo dia, a Petrobras anunciou uma redução de mesmo valor do preço cobrado em suas refinarias, evitando, portanto, que o fim do subsídio tivesse impacto sobre os consumidores.
Além das subvenções a diesel e gasolina, o governo concedeu subsídios para o gás de cozinha e o querosene de aviação (QAV), além de abrir linhas de crédito para empresas aéreas para evitar altas nos preços das passagens.
Veja, CNN Brasil, CBN, Poder 360.





