Desmatamento na Amazônia cai no 1º trimestre, mas aumenta em março

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Desmatamento na Amazônia cai no 1º trimestre, mas aumenta em março

A Amazônia fechou o 1º trimestre deste ano com queda de 17% no desmatamento, apontam dados do Imazon. Entre janeiro e março foram derrubados 348 km² de floresta, frente aos 419 km² de igual período de 2025.

No acumulado do monitoramento entre agosto de 2025 a março deste ano,  a redução foi de 36% em relação ao período anterior – de 2.296 km² para 1.460 km². Foi o menor desmatamento para o período em oito anos, informa a Exame.

Apesar dos dados positivos, março de 2026 teve alta no desmate de 17% quando comparado a igual mês de 2025. Segundo pesquisadores do Imazon, o avanço indica a necessidade de manter ações contínuas de fiscalização, combate à grilagem e incentivo a atividades econômicas sustentáveis.

Os estados com mais desmate no período foram Mato Grosso, Roraima e Pará. Já entre os municípios, figuram Caracaraí (RR), Feijó (AC), Rorainópolis (RR), Colniza (MT) e São Félix do Xingu (PA). A Unidade de Conservação (UC) mais desmatada foi Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu (PA), com 35,52 km², informam Tapajós de Fato e Pará Terra Boa. A APA respondeu por 95% do desmatamento do município paraense.

Já a degradação ambiental registrou o menor nível em 11 anos para o mês de março, com queda de 95% (11 km²), mostra a CNN Brasil. Roraima concentrou 82% de toda a área degradada, por conta do período de seca mais severa no estado, em comparação com outras unidades da federação da região.

O monitoramento do Imazon é feito pelo Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD). Diferente da metodologia do DETER, do INPE, que considera áreas maiores que 3 hectares, o SAD consegue detectar áreas desmatadas a partir de 1 hectare.

O controle da devastação florestal passou a ser importante não só pelo aspecto ambiental, mas também econômico e diplomático. Além de ser uma bandeira do governo Lula zerar o desmatamento até 2030, a destruição da Amazônia impacta diretamente as emissões de gases estufa do Brasil.

Para o setor produtivo, em especial o agronegócio, e o mercado financeiro, o avanço no combate ao desmatamento também melhora a percepção de riscos no país, podendo destravar capital voltado à transição verde.

g1, AC 24horas, CBN Amazônia e BNC Amazonas também repercutiram os dados de desmatamento da Amazônia divulgados pelo Imazon.