ICMBio estima que restaram menos de 4 mil hectares de mata preservados, após sequência de incêndios. Ação de combate deve continuar em outras áreas da Ilha do Bananal.
Mata do Mamão em chamas na Ilha do Bananal — Foto: Tv Anhanguera/Reprodução
A operação de combate a incêndios na Mata do Mamão, dentro da Ilha do Bananal, deve ser encerrada nos próximos dias. Por causa das queimadas que atingiram a região desde julho, restaram menos de 4 mil hectares de mata preservados, o que equivale a apenas 3% da área total de 110 mil hectares. Com a chegada das chuvas, a previsão é que os focos sejam controlados.
De acordo o ICMBio, as ações de combate devem continuar em outras áreas da Ilha do Bananal. Segundo Ueslei Pedro Leal de Araujo, chefe de operações da brigada, na Mata do Mamão “não tem mais o que queimar”.

Fogo devasta mais de 1 milhão de hectares na Ilha do Bananal
Devido as condições climáticas extremas com elevada temperatura, a maioria das estratégias de combate fracassou. Os brigadistas enfrentaram a baixa umidade e ventos intensos, associados ao elevado nível de degradação da Mata do Mamão com muito capim entremeando a área florestal, que facilita a propagação do fogo.
Dificuldades logísticas e apoio intermitente de aeronaves também afetaram o combate.
Água e sopradores foram utilizados para tentar salvar o animal, que não resistiu e morreu.

Vídeo mostra brigadistas usando sopradores para salvar sucuri na Ilha do Bananal
Além de queimar a vegetação e afetar animais do ecossistema, os incêndios florestais registrados na Ilha do Bananal também ameaçam aldeias indígenas da região. Casas e até uma escola foram destruídas e os moradores se revezaram para evitar que as chamas consumissem as casas.





