Incêndios na Ilha do Bananal ameaçam aldeias e indígenas se revezam para evitar que fogo chegue às casas

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Incêndios na Ilha do Bananal ameaçam aldeias e indígenas se revezam para evitar que fogo chegue às casas

Maior dificuldade para combater os incêndios no Tocantins é que boa parte dos focos está em áreas de difícil acesso. Exército, ICMBio e Ibama integram força-tarefa na ilha.


Fogo consumindo a Ilha do Bananal — Foto: Divulgação/ICMBio

Comunidades do povo Karajá estão cercada pelo fogo, segundo a coordenadora local da Fundação Nacional do índio (Funai), Rafaella Karajá.

“A região central e sul tem sofrido muito com as queimadas, principalmente nos últimos dois dias. O fogo está tão próximo dessa comunidade que estão revezando para manter ao redor daquela comunidade molhado, úmido para que o fogo não chegue”, explicou.

Cerrado: fogo mais do que triplica em agosto

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A maior dificuldade para combater os incêndios no Tocantins é que boa parte dos focos está em áreas remotas, que não são acessíveis por terra. Os brigadistas afirmam que sem aeronaves não é possível colocar as equipes frente a frente com o fogo.

Por toda a ilha há incêndios florestais gigantes e rios e lagos estão praticamente secos. Os animais que conseguem, fogem.

As queimadas afetam uma área que integra biomas brasileiros, segundo a bióloga Nathalie Citeli.

“É a região que a gente chama de ecótono, região de transição. O que tem nessa região? Uma fauna compartilhada, então uma fauna que é compartilhada com a Amazônia, né? Uma fauna que é no outro lado, compartilhada com a Mata Atlântica, né? Então o Cerrado, ele é uma diagonal imensa que liga vários biomas do nosso país, da América do Sul, na verdade, né?”, disse.

“Nós temos três frentes de incêndio, uma na porção mais ao norte da mata do mamão e dois outros na porção mais ao sul. Atualmente, os esforços têm se concentrado na zona mais íntegra da Mata do Mamão. A estratégia agora é a abertura de uma linha de defesa para separar o fogo que está na porção norte da porção sul”, comentou Ueslei Pedro Leal, chefe de operações do ICMBio.

Indígenas tentam umedecer áreas ao redor das aldeias para evitar mais incêndios — Foto: Divulgação/ICMBio

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