Febre Oropouche: conheça os sintomas e como prevenir a doença transmitida por mosquito

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Febre Oropouche: conheça os sintomas e como prevenir a doença transmitida por mosquito

Segundo a Secretaria de Saúde do Estado, os casos estão sendo monitorados e mesmo com as confirmações não há motivos para alerta. Além disso, amostras negativadas para dengue ou chikungunya também passam pela testagem para investigação de Febre Oropouche.

O g1 conversou com o médico infectologista, Jandrei Markus, que deu algumas orientações sobre prevenção e cuidados.

Confira os temas abordados na matéria:

  • Quais os sintomas da Febre Oropouche?
  • Casos descobertos no Tocantins
  • Doença tem tratamento?
  • Febre Oropouche pode levar à morte?
  • Quando a doença foi descoberta?

Ceratopogonidae é o transmisso da Febre Oropouche — Foto: Reprodução

Quais os sintomas da Febre Oropouche

A doença pode causar tontura, calafrios, fotofobia (sensibilidade à luz), náuseas e vômitos; diarreia; manchas no corpo e coceira.

O diagnóstico da Febre do Oropouche é feito em laboratório e além dos sintomas citados, em casos mais raros, o paciente pode ter o sistema nervoso central comprometido, afetando as meningites e encefalites.

Casos descobertos no Tocantins

No Tocantins, duas pessoas foram diagnosticadas com a doença. Uma mulher de 62 anos e um homem de 34, ambos de Palmas. Segundo a Secretaria de Saúde do Estado, a mulher começou a sentir os sintomas em abril deste ano. Nenhum dos dois está internado.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), a paciente teve febre e dores de cabeça, muscular, nas articulações e atrás dos olhos. Como a mulher esteve em viagem para o estado do Maranhão, a Secretaria Municipal de Saúde de Palmas (Semus) registrou o caso como importado.

A SES ainda investiga como o segundo paciente pegou o vírus.

Febre Oropouche é causada pelo mosquito maruim (mosquito-pólvora ou borrachudo) — Foto: Reprodução/SES

Doença tem tratamento?

Não há tratamento específico para a doença e assim como para outras arboviroses, a pessoa precisa de repouso e acompanhamento médico. O médico explica que ao contrair o vírus é importante que o paciente fique hidratado.

“Infelizmente não tem tratamento e nem vacina. Prevenir a picada do mosquito polvora é a melhor maneira de evitar. Após ter a doenca é bom manter uma boa hidratação. Analgésicos como dipirona e paracetamol e repouso sãoo as melhores estratágias”,

Segundo o infectologista, o recomendado é para que a pessoa evite o uso de anti-inflamatórios caso apresente os sintomas da febre oropouche.

“Como é impossível diferenciar a dengue da oropouche, melhor manter a conduta de não uso de anti-inflamatórios. A sorologia leva tempo e nem sempre o exame negativo para dengue afasta ela”, explicou.

Febre Oropouche pode levar à morte?

O infectologista explica que apesar de já ter sido registrado um óbito, o nível de mortalidadade da doença é baixo, mas não diminui o perigo de disseminação.

“Este ano tivemos o primeiro caso confirmado de morte pela doença. A mortalidade dela é muito baixa mesmo, mas o perigo e a disseminação pelo país, o surgimento de novas cepas mais letais e mesmo a sobreposição de doenças se tornam mais letais. Por exemplo pegar dengue e oropouche… não sabemos o quanto isso pode ser perigoso e como é a evolução”, disse Jandrei.

O médico ainda destaca que preocupação da febre se tornar uma epidemia é remota. “É um vírus que depende de insetos para transmissão e o seu potencial de transmissão é baixo. O vírus apresenta risco de mutação, que pode produzir um aumento de letalidade porém sem risco dele mudar o modo de transmissão”.

Quando a doença foi descoberta

A doença foi descoberta na amostra de sangue de um bicho-preguiça que foi capturado durante a construção da rodovia Belém-Brasília, em 1960. O vírus é passado através da picada do mosquito conhecido como pólvora ou borrachudo.

Depois da descoberta da arbovirose pessoas começaram a ser contaminadas de forma isolada nos estados que ficam na região Amazônica e países da América do Sul e Central.

A forma de prevenção da doença é feita assim como outras doenças transmitidas pela picada de mosquitos. A orientação é usar roupas que cubram a maior parte do corpo e usar repelente. A limpeza também é fundamental para evitar a proliferação do inseto. Por isso é importante não deixar água parada e folhas acumuladas.

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