Sargento da PM detido em operação contra venda ilegal de armas tem salário de R$ 10 mil e diz ser diretor de 18 clubes de tiro

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Sargento da PM detido em operação contra venda ilegal de armas tem salário de R$ 10 mil e diz ser diretor de 18 clubes de tiro

Conforme o portal da transparência, o PM é concursado desde 2006 e recebe R$ 10.667,73. Nas redes sociais, ele diz que é diretor de 18 clubes de tiros. O g1 questionou a Polícia Militar se ele pode dirigir esse tipo de estabelecimento, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem.

O advogado de defesa do sargento, Paulo Roberto, disse que aguarda a conclusão dos trabalhos da polícia para emitir um posicionamento.

“A prisão do sargento para nós é uma incógnita porque nós precisamos ter conhecimento da infração e tudo está sendo feito de forma sigilosa e assim que baixar o sigilo para a defesa nós vamos informar a imprensa da nossa opinião com relação a essa investigação”, disse.

A polícia não informou qual era o papel do sargento no suposto esquema. Já a PM disse que foram adotadas medidas preliminares para apuração interna do caso. (Veja nota completa abaixo)

Durante a manhã os agentes da Polícia Civil apreenderam um arsenal, com várias armas e munição de dez calibres diferentes. Segundo o delegado responsável, 14 pessoas foram detidas suspeitas de envolvimento, quatro delas acabaram sendo presas.

Arsenal foi apreendido pela Polícia Civil — Foto: PC/Divulgação

Dentre os alvos investigados também há um empresário e um agente administrativo do sistema penal. O g1 pediu posicionamento para a Secretaria de Cidadania e Justiça, responsável pelo sistema penal, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem.

A operação também apreendeu celulares, que vão passar por perícia e quebrou o sigilo bancário dos investigados. Os extratos bancários e documentos serão analisados em nova etapa da investigação.

Para o delegado, a situação do comércio ilegal é preocupante porque as armas acabam na mão de criminosos.

“O destinatário final dessas armas acaba sendo a polícia, num conflito armado. Porque essas armas e munições, uma vez colocadas no mercado paralelo, acabam chegando nas mãos de criminosos violentos que vão acabar confrontando com a polícia”, disse o delegado.

Veja nota completa da Polícia Militar

A Polícia Militar do Estado do Tocantins informa que foi acionada para acompanhar, durante a manhã desta quarta-feira, 3, por meio da Corregedoria do 2º BPM, as diligências da Operação Clandestino, realizada pela Polícia Civil. Um policial militar, de 36 anos, foi alvo de busca e apreensão. O objeto da ação envolve a comercialização de armas e munições por clubes de tiro e sócios.

A Polícia Militar já adotou as medidas preliminares para apuração interna e está acompanhando o caso. Por fim, reafirma à sociedade seu compromisso com a legalidade e imparcialidade, no exercício de sua nobre função pública.

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