Fake news sobre “direito de retorno” de invasores causa tensão em Terra Indígena no Pará

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Fake news sobre “direito de retorno” de invasores causa tensão em Terra Indígena no Pará

Farsantes enganaram a população de Nova Esperança do Piriá (PA), afirmando que eles poderiam retornar a áreas anteriormente invadidas na Terra Indígena Alto Rio Guamá. 

O Ministério Público Federal (MPF) divulgou uma nota pública na última 6ª feira (15/3) desmentindo informações que circulam na região nordeste do Pará de que invasores retirados da Terra Indígena Alto Rio Guamá em 2023 poderiam retornar às áreas por uma suposta decisão judicial. A notícia falsa intensificou as tensões entre as comunidades indígena e não indígena no entorno do território.

O que chama a atenção nessa fake news é o fato de que os farsantes realizaram até uma falsa audiência pública em uma escola no município de Nova Esperança do Piriá para comunicar à população de que eles teriam o “direito de retornar” às áreas ocupadas ilegalmente dentro do território indígena. Um suposto juiz, que se identificou como “Dr. Sampaio”, chegou a se apresentar à população local como o responsável pela decisão judicial favorável aos invasores.

“O MPF reforça que essas informações são falsas porque não cabem mais recursos contra a sentença da Justiça Federal sobre o caso [de desintrusão da TI Alto Rio Guamá], cumprida no ano passado, com a operação realizada pelo governo federal de retirada dos não indígenas ocupantes da Terra”, destacou a nota. 

Sobre o tal “Dr. Sampaio”, a juíza Silvia Clemente Silva Ataíde, titular da Comarca de Garrafão do Norte (PA), afirmou em nota no Facebook que não há qualquer informação sobre esse suposto magistrado, portanto não há qualquer comprovação de vínculo com a Justiça Estadual ou Federal. Da mesma forma, ela refutou qualquer relação com o evento organizado pelo falso juiz.

Cenarium, ((o)) eco e O Liberal repercutiram o esclarecimento do MPF e a situação na TI Alto Rio Guamá.

Em tempo: A Terra Yanomami será a primeira região do Brasil a receber uma medicação que promete facilitar a cura da malária. As comunidades indígenas receberão a Tafenoquina de 150 miligramas, remédio recentemente incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) que passará a ser utilizado nas unidades básicas para o tratamento da doença, uma das mais comuns na região. De acordo com o Ministério da Saúde, a oferta do medicamento é resultado de uma articulação que envolveu áreas de pesquisa, vigilância em saúde e incorporação tecnológica e logística e que permitiu o envio de 8 mil esquemas de tratamento ao Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami (DSEI-Y), o suficiente para seis meses de atendimento. Agência Brasil e O Globo deram mais informações.

ClimaInfo, 19 de março de 2024.

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