Pacientes libertados de clínica para dependentes afirmaram ter sido agredidos e sedados como punição, diz delegado

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Pacientes libertados de clínica para dependentes afirmaram ter sido agredidos e sedados como punição, diz delegado

Policiais e equipes da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e Assistência Social estiveram no local na tarde de quarta-feira (7), quando foram confirmadas diversas irregularidades.

Os nomes dos administradores do local não foram divulgados pela polícia. O g1 tenta contato com a defesa dos presos.

Parentes de internos buscaram os pacientes na quarta-feira (7) — Foto: Kaliton Mota/TV Anhanguera

O local não tinha autorização de funcionamento pelos órgãos competentes e a estrutura era precária.

O delegado Gregory Almeida, responsável pela ação, explicou que as grades nas janelas e portas, principalmente nos quartos chamou a atenção da equipe.

Os policias passaram quase 24 horas colhendo depoimentos dos pacientes e mais da metade disse sofriam agressões físicas. Também nos relatos, os pacientes afirmaram que a clínica usada sedativos como forma de punição.

Um dos quartos da clínica — Foto: Kaliton Mota/TV Anhanguera

“Os responsáveis pela clínica não apresentaram a documentação exigida pela lei para submeter pessoas a internações voluntárias e involuntárias”, afirmou a autoridade.

Grades trancadas na clínica irregular — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Ligações clandestinas

Pela área da chácara em que funcionava a clínica de reabilitação havia lixo espalhado e até ligações clandestinas de energia. Diversos pontos com os chamados ‘gatos’ de energia foram encontrados pela polícia.

Ligações irregulares flagradas pelo policiais — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Os 70 pacientes foram libertados do local com apoio dos órgão de saúde e Assistência Social do Estado e do Município, que ajudaram a acolher quatro pacientes que não tinham para onde ir, já que as famílias não foram encontradas.

À TV Anhanguera, a parente de um dos pacientes Roseane Costa Santos contou que os responsáveis davam informações falsas sobre o tratamento à famílias.

“Eles mandavam foto dele na piscina, dele super bem. Só que aqui, a gente descobriu hoje que eles fazem totalmente uma lavagem na cabeça do paciente para que passem para a família que está tudo bem. Hoje a gente ficou chocado ao entrar aqui e se deparar com essa situação”, lamentou.

A prisão preventiva do casal suspeito foi decretada e eles foram levados para as Unidades Penais Masculina e Feminina da capital, onde estão à disposição da Justiça.

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