Biden indica assessor para suceder John Kerry como czar climático nos EUA

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Biden indica assessor para suceder John Kerry como czar climático nos EUA

John Kerry sucessor

John Podesta, conselheiro sênior da Casa Branca e veterano de negociações climáticas, sucederá John Kerry como o principal negociador dos Estados Unidos para o clima. 

A Casa Branca confirmou na semana passada que John Podesta, conselheiro sênior do presidente Joe Biden, assumirá as atribuições do ex-enviado especial dos EUA para o clima, John Kerry, como principal nome do governo norte-americano para a política climática internacional. A saída de Kerry foi confirmada em janeiro, depois de três anos de trabalho.

A indicação de Podesta já era esperada. Veterano da política climática nos governos de Bill Clinton e Barack Obama, Podesta voltou à Casa Branca no ano passado para chefiar a implementação dos programas climáticos aprovados no âmbito da Lei de Redução da Inflação (IRA). Ele também coordenou a campanha de Hillary Clinton à Presidência dos EUA em 2016. 

No entanto, Podesta não herdará o título de enviado especial para o clima. Isso porque uma lei aprovada em 2022, depois da indicação de Kerry, passou a exigir que os enviados especiais subordinados ao Secretário de Estado norte-americano sejam aprovados pelo Senado. Em ano eleitoral e com uma maioria democrata apertada na Casa, Joe Biden preferiu fazer um downgrade do posto, que foi transformado em conselheiro do presidente para política climática internacional.

Ainda assim, caberá a Podesta chefiar a estratégia diplomática dos EUA nas negociações climáticas ao longo de 2024, até a Conferência do Clima de Baku (COP29), em novembro no Azerbaijão. Os EUA tentam equilibrar um esforço do governo Biden para se colocar como ator proativo na seara internacional com as pressões eleitorais que deverão marcar a política norte-americana neste ano.

As eleições, aliás, acontecerão durante a COP29, e podem trazer um repeteco de 2016, quando o republicano e negacionista climático Donald Trump foi eleito logo nos primeiros dias da COP26 de Marrakech, no Marrocos. A disputa também deverá ser outro repeteco, esse de 2020: Trump versus Biden. 

Associated Press, Bloomberg, Financial Times, Guardian, Folha, NY Times, Reuters e Washington Post, entre outros, repercutiram a notícia.

Em tempo 1: A secretária de Clima do Ministério de Meio Ambiente e Mudança do Clima, Ana Toni, está cotada para presidir a COP30, que acontecerá no Brasil, em 2025, informa a Folha. Toni faria uma dobradinha com o embaixador André Corrêa do Lago, negociador-chefe da delegação brasileira e que ganharia mais projeção do que a função atual, uma vez que a conferência acontecerá aqui. Com esse arranjo, o Palácio do Planalto privilegiaria perfis mais técnicos do que políticos, e assim evitaria ciumeira no primeiro escalão do governo.

Em tempo 2: A ativista Greta Thunberg foi absolvida no Reino Unido da acusação de desordem pública durante um protesto contra a indústria de combustíveis fósseis. O episódio aconteceu em outubro de 2023, quando Greta e outras quatro pessoas foram presas pela polícia britânica por causa de manifestações em frente a um hotel de Londres onde acontecia um evento

ClimaInfo, 5 de fevereiro de 2024.

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