Investimento em energia renovável bate recorde em 2023, mas não é suficiente para o net-zero

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Investimento em energia renovável bate recorde em 2023, mas não é suficiente para o net-zero

Gastos aumentaram 17% no ano passado, para US$ 1,8 trilhão, e incluem investimentos em energia renovável, em veículos elétricos, produção de hidrogênio e outras tecnologias.

Os gastos globais na transição para energias limpas atingiram níveis recordes em 2023, de acordo com um relatório da BloombergNEF divulgado ontem (30/1). Os números mostram o esforço para tentar conter as mudanças climáticas, mas ainda não é suficiente para atingir o net-zero até 2050.

Os gastos totais aumentaram 17% no ano passado, atingindo US$ 1,8 trilhão. O valor inclui investimentos na instalação de energia renovável, compra de veículos elétricos, construção de sistemas de produção de hidrogênio e implantação de outras tecnologias, detalha a Bloomberg. Se forem acrescentados os recursos aplicados na construção de cadeias de abastecimento de energia limpa e os US$ 900 bilhões em financiamentos, o gasto total atingiu cerca de US$ 2,8 trilhões.

“O ano passado trouxe novos recordes para o investimento global em energia renovável. O forte crescimento nos Estados Unidos e na Europa impulsionou a ascensão global, mesmo com a baixa da China, o maior mercado mundial de energias renováveis, que registrou queda de 11%”, explicou Meredith Attachment, Diretora de Energia Limpa da BNEF e coautora do relatório, em fala destacada pelo Climate Action.

No entanto, os níveis de gastos ainda não são suficientes para impulsionar a transição para emissões líquidas zero, reitera o edie. De acordo com o relatório, os investimentos em energia precisariam de uma média de US$ 4,8 trilhões por ano entre agora e 2030 para se alinharem com o cenário net-zero da BNEF.

“O nosso relatório mostra quão rapidamente as oportunidades de energia limpa estão crescendo. No entanto, também mostra o quão longe ainda estamos do caminho”, disse o presidente-executivo da BNEF, Albert Cheung.

Prova disso é que somente a União Europeia precisará de US$ 1,6 trilhão anuais em investimentos para cumprir sua meta de emissões líquidas zero até 2050, segundo uma pesquisa apoiada por legisladores verdes da UE, informa a Reuters.

Na próxima semana, a Comissão Europeia deverá recomendar que a UE reduza as emissões líquidas em 90% até 2040 em relação aos níveis de 1990, e que delineie o enorme aumento inicial nos investimentos necessários para colocar o bloco no caminho certo para ter emissões líquidas zero até 2050.

Inside Climate News e Energy Voice também repercutiram o relatório da BNEF.

Em tempo: Apesar da rateada na expansão de energias limpas no ano passado mostrada pelo relatório da BNEF, a China instalou mais painéis solares em 2023 do que os Estados Unidos em toda a sua história, informa a Bloomberg. O país adicionou 216,9 GW de energia solar no ano passado, superando seu recorde anterior, de 87,4 GW, de 2022, disse a Administração Nacional de Energia (NEA, sigla em inglês) em um comunicado. É mais do que os 175,2 GW fotovoltaicos instalados nos EUA, o segundo maior mercado solar do mundo, segundo estimativas da BloombergNEF. E como a NEA mede a capacidade em corrente alternada e a BNEF rastreia a corrente contínua, a lacuna real é ainda maior.

ClimaInfo, 31 de janeiro de 2024.

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