Vagas abertas: empresas do setor industrial ofertam cursos para qualificar a mão de obra e não reduzir produção

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Vagas abertas: empresas do setor industrial ofertam cursos para qualificar a mão de obra e não reduzir produção

Uma fábrica em Palmas produz mais de 200 mil óculos por mês e o produto tem distribuição nacional e para países da América do Sul. Poderia, inclusive, triplicar a produção, pois tem estrutura. Mas por falta de funcionários, isso não é possível atualmente.

Segundo Gicelia Valverde, diretora técnica da empresa, para operar as máquinas importadas da Chiva é preciso ter um curso específico. Mas quem possui esse conhecimento pode escolher onde trabalhar.

Fábrica de óculos investe na qualificação dos colaboradores — Foto: Divulgação/TV Anhanguera

“Hoje tenho acima de 30 vagas em aberto, especialmente para a área de produção, iniciar dentro do processo produtivo. O candidato escolhe e eu espero ser sorteada, pra ele vir trabalhar com a gente”, explicou.

Diante da falta de profissionais qualificados, é preciso trazer pessoas de outros estados para atuarem no Tocantins. Foi o caso do engenheiro mecatrônico Rudnei Azevedo, que trocou São Paulo pelo norte do Brasil por causa da oportunidade.

“Quando eu recebi a proposta para vir para cá eu não sabia nem como era o Tocantins. Mas vindo para cá, com o estabelecimento e tudo, o que a empresa me propôs, achei muito mais atrativo que São Paulo”, afirmou.

Até 2025, o setor industrial poderá contar com quase 500 mil novas vagas de emprego, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Entretanto, para conseguir preencher as oportunidades, o Brasil terá que qualificar ou atualizar a formação de pelo menos nove milhões de trabalhadores.

“Essa dificuldade na verdade de contratação, ela acontece em todas as áreas e em todos os níveis de formação. Até mesmo ocupação mais elementares e ocupações que seriam mais tradicionais existe essa dificuldade. Assim como essas ocupações que são mais associadas a essa mudança tecnológica da sociedade, como a área de mecatrônica”, pontuou a especialista em mercado de trabalho da CNI, Anaely Machado.

Investimento

O auxiliar de expedição Cícero Breno Lopes fez diversos cursos técnicos ofertados pela fábrica de óculos. Agora ele estuda inglês e acredita que terá melhor desempenho ao conhecer outra língua.

“Eu quero crescer, vim de auxiliar de produção, mas quero crescer, sempre estudei, e hoje almejo ir para o setor importação, e o inglês é uma peça-chave para exercer a função”, disse o profissional.

Uma empresa do segmento de logística também passa pela dificuldade de encontrar mão de obra especializada, segundo o empresário Valter Aparecido. A saída, segundo ele é buscar treinamentos fora do estado.

Empresa já mandou funcionários para cursos em São Paulo — Foto: Divulgação/TV Anhanguera

“Alguns por exemplo, de telas, eles foram capacitados na fábrica em São Paulo, na fabricação de chapas, também foram capacitados em São Paulo. A gente tem dificuldade de obter as pessoas e pessoas qualificadas, nós temos que capacitá-las”, afirmou o empresário.

Para a especialista do CNI, a saída para o problema de falta de profissionais é justamente a criação de cursos de formação direcionais para os setor específico, no caso, a indústria.

“As instituições que ofertam educação, elas precisam ter um papel mais ativo no sentido de ofertar vagas nas áreas que o mercado de trabalho está demandando. Assim ela pode, as instituições de educação, acabam por orientar esses interessados, esses profissionais que estão buscando uma inserção no mercado de trabalho a se inserirem em áreas em que de fato há uma demanda para os próximos anos”, disse Anaely.

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