Capacidade instalada de energia eólica no Brasil deve quase dobrar até 2030

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Capacidade instalada de energia eólica no Brasil deve quase dobrar até 2030

Projeções se referem apenas a usinas em terra, sem considerar eólicas offshore; em 2023, fonte respondeu por quase 50% de toda expansão do setor elétrico

A energia eólica tem registrado recordes sucessivos de instalação e já gerou mais de R$ 300 bilhões em investimentos no país. Em 2023, a fonte respondeu por quase 50% de toda expansão do setor elétrico. Dos 10.300 megawatts (MW) adicionados ao sistema elétrico nacional, 4.900 MW vieram de usinas movidas pelos ventos.

Mesmo considerando apenas projetos em terra, a tendência é a expansão eólica continuar firme nos próximos anos. Somando os já contratados em leilões de energia centralizada nos últimos anos, os investimentos chegarão a R$ 175 bilhões para acrescentar 25 mil MW de potência até 2030. Com isso, a geração eólica deve quase dobrar, passando dos 30.449 MW de 2023 para 55.363 MW, detalha o Estadão.

A geração eólica representa atualmente cerca de 15% da matriz elétrica brasileira – considerando todas as fontes, a capacidade instalada total no país é de cerca de 200.000 MW. A potência instalada de energia pelos ventos está espalhada por 1.003 parques em 12 estados e é capaz de abastecer 41 milhões de residências.

No mar, a grande expectativa para 2024 é a regulamentação das eólicas offshore. O marco regulatório será analisado pelo Senado, após a Câmara dos Deputados inserir uma série de jabutis no texto que beneficiam a geração de energia suja, com carvão e gás fóssil.

Enquanto isso, o número de projetos não para de crescer. A atualização do Mapa de Projeto de Complexos Eólicos Offshore, com processos no IBAMA, na 6ª feira (26/1) mostra crescimento da capacidade instalada, de 219,2 GW para 234,2 GW, informa o EnergiaHoje. O acréscimo se deu com a TotalEnergies, que apresentou mais quatro pedidos de licenciamento de eólicas offshore. Juntos, os projetos no Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Piauí somam 12,1 GW, segundo a epbr.

A expansão da geração eólica é muito bem vinda. É uma fonte renovável e com papel crucial na transição energética e na descarbonização. Entretanto, é preciso que os empreendedores levem em consideração as comunidades atingidas. Um mapeamento do Inesc e do Nordeste Potência identificou vários desequilíbrios em contratos de arrendamento de terras para projetos eólicos na região. Sem falar nos impactos socioambientais para as populações que vivem no entorno das usinas.

Em tempo: Uma proposta para eliminar os impactos socioambientais das usinas eólicas será apresentada nesta 4a feira (31/1), às 10h, com o lançamento do primeiro conjunto de salvaguardas socioambientais para centrais de energia renovável no Brasil. Feito por representantes de comunidades atingidas no Nordeste e com participação de especialistas, o documento traz mais de cem recomendações para os setores público e privado promoverem uma transição energética justa e inclusiva, reduzindo os impactos negativos causados por essas centrais em pessoas e no meio ambiente. As inscrições para o lançamento online podem ser feitas aqui.

ClimaInfo, 30 de janeiro de 2024.

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